O Banco Mundial, por meio do Bird (Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento), está desenhando um programa para financiamento de projetos de transformação digital de governos municipais no Brasil. Com orçamento de US$ 500 milhões, a expectativa é de que o programa seja aberto no início de 2027

Luciano Charlita, especialista sênior do Banco Mundial (Crédito: Rita Gazzon)
“O objetivo é acelerar a transformação digital dos municípios brasileiros. Cada município tem um grau de maturidade digital diferente. Os mais maduros precisam de soluções mais sofisticadas. Outros ainda estão precisando de conectividade nos prédios públicos. Prestaremos apoio de acordo com a necessidade de cada um”, explica Luciano Charlita, especialista sênior em transformação digital e inteligência artificial do Banco Mundial, em conversa com Mobile Time durante o evento Atlantic Convergence, realizado em Lisboa nesta semana.
Para a análise dos projetos, o Bird contará com o apoio de parceiros locais, que ainda estão sendo escolhidos. Não há um limite de valor por cidade. Os projetos serão analisados caso a caso.
Banco Mundial quer financiar Estado agêntico no Brasil
O Banco Mundial também pretende financiar iniciativas de Estado agêntico no Brasil. Charlita entende que o governo federal já estaria maduro para desenvolver projetos nesse sentido.
“Agentes de IA vão poder resolver problemas do cidadão de modo antecipado. Mas isso vai requerer investimento em infraestrutura e a demanda de processamento de dados vai aumentar. Será necessário também investir na capacitação dos servidores”, diz o especialista da instituição.
O Bird financia projetos de governos com os seguintes focos: 1) infraestrutura digital; 2) serviços digitais; 3) habilidades digitais.
*O jornalista viajou a convite da DE-CIX




