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Plataforma brasileira de bem-estar e mercado fitness, a Wellhub (ex-Gympass) anunciou a injeção de mais R$ 100 milhões para um fundo de crédito destinado ao financiamento de academias e estúdios cadastrados, inicialmente no Brasil. Essa nova série dobra a oferta anterior, que foi esgotada em menos de um ano.
O fundo, gerido pela Galapagos Capital, já financiou mais de mil academias, com um tíquete médio de R$ 130 mil.
A Wellhub busca atrair e reter parceiros, especialmente academias de pequeno e médio porte, em um momento em que enxerga concorrentes como a TotalPass, avançar nesse espaço.
Com uma base de 15 a 17 mil parceiros já com linhas de crédito pré-aprovadas, a empresa também avalia explorar novas linhas de financiamento e a expandir esse portfólio para outros países.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Plataforma brasileira de bem-estar e do mercado fitness presente em 18 países, a Wellhub (ex-Gympass) está fortalecendo seu braço financeiro, criado há pouco mais de um ano, para estreitar os laços com aquele que é o principal elo para conectar as empresas clientes e usuários finais no seu ecossistema.
A companhia anunciou na quinta-feira, 1º de outubro, que está colocando mais R$ 100 milhões à disposição do fundo de crédito voltado ao financiamento de academias e estúdios cadastrados em sua plataforma – a princípio, apenas no mercado brasileiro.
Com a nova série, a Wellhub está dobrando a aposta. O fundo em questão foi lançado em agosto de 2025, com um montante também de R$ 100 milhões, um volume de recursos que foi esgotado em um prazo um pouco mais acelerado do que havia sido projetado inicialmente.
“Nossa expectativa era consumir esses R$ 100 milhões iniciais no prazo de 12 a 18 meses”, diz Daniel Mazini, líder de parcerias globais da Wellhub, em entrevista ao NeoFeed. “E cumprimos isso em pouco menos de um ano.”
O FIDC por trás dessa oferta é gerido pela Galapagos Capital, com infraestrutura e custódia da QI Tech. As operações têm como garantia recebíveis dos valores repassados mensalmente pelo Wellhub às academias pelos check-ins de alunos realizados nesses estabelecimentos por meio da plataforma.
Essa linha já financiou diferentes projetos – de reformas a compras de equipamentos – de mais de mil academias. Nessa conta, que já inclui parte dos novos recursos, as operações tiveram um prazo, em média, de 30 meses e um tíquete médio de R$ 130 mil.
Mazini não divulga as taxas de juros praticadas, tampouco os índices de inadimplência. Mas observa que ambos os índices estão bem baixo da média do mercado e ressalta alguns dos racionais por trás dessa tese financeira.
“A ideia aqui não é fazer dinheiro, nem ter uma fintech de lucros elevados”, afirma Mazini. “É cobrir os custos administrativos e tentar retornar o máximo possível para esses parceiros, com as melhores condições”.
À parte desse discurso, o fato é que a decisão de aumentar a cifra destinada a esses empréstimos acontece num contexto em que a Wellhub, que disseminou essa tese de plataforma de bem-estar e, até pouco tempo, reinava praticamente sozinha nesse espaço, está vendo a concorrência crescer no setor.
O principal rival atende pelo nome da TotalPass. Criada pela Smart Fit, a plataforma ganhou tração e, atualmente, conta com uma base de aproximadamente 35 mil academias no Brasil, contra 45 mil da Wellhub no País.
Essa disputa já rendeu capítulos, inclusive, no âmbito do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), relacionadas a práticas da Wellhub para buscar a exclusividade com academias, o que resultou na assinatura de termos de cessão de conduta e no estabelecimento de limites para essas iniciativas.
Ao ampliar o volume de crédito disponível, a Wellhub reforça os argumentos para atrair e, principalmente, reter os parceiros em seu ecossistema. E, nesse exercício, a empresa está dedicando atenção especial a um perfil: as academias de pequeno e médio porte, com até cinco unidades.
“Hoje, entre 70 e 80% das academias da nossa base se enquadram nesse universo”, diz Mazini. Ele observa que 95% dos parceiros têm apenas uma unidade e resume: “O objetivo final aqui é que esse parceiro fique conosco. É não ter churn”.
Ele ressalta, porém, que os empréstimos viabilizados pelo FIDC não estão atrelados a nenhuma contrapartida de exclusividade. E cita que oito de cada dez financiamentos já viabilizados em pouco mais de um ano foram feitos por academias que também estão cadastradas em outras plataformas.
Com mais fôlego agora para expandir essa base, Mazini diz que um universo entre 15 mil e 17 mil parceiros já tem uma linha de crédito pré-aprovada. A análise de risco passa por questões como a relação entre o tempo de cadastro na plataforma e o volume de check-ins gerados nesse intervalo.
Quanto mais tempo e menos check-ins, por exemplo, maior o risco. “O benefício de expandir o fundo é ter um credit rating maior, um histórico”, afirma. “Com isso, vamos conseguir captar com menor custo e reduzir isso também para os parceiros”.
Outras linhas e novas geografias
Enquanto projeta um desempenho similar nessa nova etapa da oferta de crédito, o executivo observa que, em paralelo, a Wellhub já começa a pensar em outros modelos de financiamentos. Uma das possibilidades no radar seria uma linha para financiar projetos de expansão sob o conceito built-to-suit.
“Estamos mais focados em pensar em quais áreas nossa escala pode trazer algum benefício para esses parceiros”, diz. Ele cita como um exemplo nessa direção uma parceria recente com a Eletromidia, batizada de Wellhub TV, que financiou a instalação de mais de mil aparelhos de TV.
Em agosto, a Wellhub trouxe outras duas ofertas para essa prateleira financeira. A primeira, com repasses semanais de recursos. E, a segunda, no campo de seguros, a partir de uma parceria com a Avla Seguros, com coberturas como roubo de equipamentos, danos ao patrimônio e assistência 24 horas.
Já os próximos passos dessa tese devem incluir outras operações da plataforma, além do Brasil. Hoje, a Wellhub tem uma base total de mais de 110 mil academias, que atendem quase 50 mil empresas, em 18 países. No mês passado, Holanda, França, Bélgica e Luxemburgo reforçaram esse mapa.
“O México é muito parecido com o Brasil. Na Europa, o crédito não é tão caro, mas também é muito restrito, enquanto nos EUA, apesar de muita oferta, as taxas também não são tão amigáveis”, diz Mazini. “Estamos avaliando onde podemos ajudar mais e vamos ter novidades nesse sentido em 2027”.




