
A Justiça Eleitoral e a Polícia Federal devem realizar, na madrugada deste domingo (4), a Operação Voto Limpo em Marília, com fiscalização de locais de votação e vias públicas para coibir o descarte irregular de material de campanha. A mobilização integra o esquema de segurança e fiscalização do primeiro turno das Eleições 2026.
A ação, segundo as informações divulgadas pela Justiça Eleitoral, terá equipes de policiais federais e servidores da própria Justiça Eleitoral em pontos estratégicos. O objetivo é identificar possíveis ocorrências relacionadas ao descarte de panfletos, transporte irregular de eleitores e propaganda de boca de urna.
O chamado “voo da madrugada” consiste no descarte de grande quantidade de material impresso de campanha nas proximidades dos locais de votação e em vias públicas nas horas que antecedem a abertura das urnas.
Fiscalização
Segundo a Justiça Eleitoral, drones serão empregados para ampliar a área de monitoramento e auxiliar as equipes na identificação de possíveis irregularidades. O material divulgado informa que os equipamentos contam com recursos de visão infravermelha.
A legislação eleitoral estabelece que a distribuição de material gráfico pode ser realizada somente até as 22h do sábado (3), véspera do primeiro turno. O calendário oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirma esse horário como o limite para distribuição de material de campanha, caminhadas, carreatas e passeatas.
O derrame de material de propaganda no local de votação ou nas vias próximas é considerado propaganda irregular, inclusive quando realizado na véspera da eleição. A norma também prevê a possibilidade de apuração de eventual crime eleitoral relacionado à prática.
No dia da votação, a distribuição de propaganda, a arregimentação de eleitores e a tentativa de influenciar a escolha do eleitor caracterizam condutas proibidas. O TSE classifica a boca de urna como crime eleitoral.
Orientação aos eleitores
A Justiça Eleitoral orienta os eleitores a levarem uma anotação pessoal com os números das candidaturas escolhidas, conhecida como “colinha”. O TSE informa que a anotação pode ser levada à cabine de votação e recomenda seu uso para facilitar o processo.
A chefe do Cartório Eleitoral da 70ª Zona, Karina Marcussi Gomes, também orienta os eleitores a se prepararem antes de sair de casa. Segundo ela, o descarte de papéis nas proximidades dos locais de votação, além de configurar irregularidade nas situações previstas pela legislação, pode prejudicar a circulação de pessoas.




