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Eleições de governadores em 1º turno indicam viés político consolidado

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A consolidação da posição política nos estados e a continuidade de governo podem explicar os resultados nas eleições estaduais no primeiro turno, segundo especialistas.

Das 27 unidades da federação, em 20 os eleitores já definiram os governadores nesse domingo (4). Para o cientista político Fábio Kerche, professor da UniRio, uma explicação é a escolha de manter os projetos que já estavam no poder. 11 candidatos foram reeleitos ou eram vice que assumiram.

“Só uma das explicações, né, pelo menos para 11 estados, foi de que foi uma escolha mais rápida, mais imediata, ainda no primeiro turno, porque justamente era uma sinalização de continuidade. Então, eu acho que pode ser um pouco uma combinação dessas duas coisas. Menos candidatos e várias candidaturas representando continuidade”. 

O doutor em Sociologia Política, Rodrigo Horochovski, vê também uma consolidação do viés político em alguns estados.

“No Sul do Brasil, três governadores do PL se elegeram em primeiro turno. No Nordeste, três do PT. Então me parece que é muito mais um fenômeno de uma cristalização de uma posição majoritária dentro dos estados. Porque, por exemplo, se você tem um segundo ou terceiro candidato competitivo, o eleitor vota nele, mas leva eleição para um segundo turno. Não foi o caso dessas eleições”.

Diálogo com governo federal

Nesse cenário, houve pouca mudança no mapa político dos estados. Por isso, espera-se a manutenção do diálogo numa eventual reeleição de Lula. Já no caso de um primeiro mandato de Flávio Bolsonaro, é preciso ver como se daria na prática, acredita Fábio Kerche.

“O Lula, quando governou, não há denúncias fortes de ele discriminando algum governador por ser de um partido ou de outro. Os governos foram atendidos independente da identificação partidária do governador. Em relação ao governo Bolsonaro, ou pelo menos do governo Flávio, é uma incógnita. A gente não pode dizer se vai acontecer o mesmo, se ele vai ter uma relação, vamos dizer assim, republicana, por exemplo, com governadores de esquerda”. 

Rodrigo Horochovski também vê a situação de Flávio Bolsonaro como incógnita, mas diz que a manutenção de uma relação republicana é importante para democracia.

“As populações, por exemplo, cidadãos, cidadãs que estão lá nos estados, independentemente de quem é o governador, merecem um tratamento igualitário do governo federal. Que as políticas públicas sob responsabilidade do governo federal funcionem independentemente de onde se esteja. É isso que faz uma democracia funcionar”.

Ranking dos partidos

O partido com mais governadores eleitos no primeiro turno foi o PL, com cinco; o PSD teve quatro; o PT ficou com três governadores; Republicanos, MDB e Progressistas elegeram dois governadores; e Podemos e PSDB, um cada.




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