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Sem energia na zona rural, mãe teme pela saúde do filho que depende de UTI domiciliar

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Henrico, de quatro anos, tem paralisia cerebral e síndrome de West e recebe cuidados em UTI domiciliar (Foto: Divulgação)

Uma mãe vive momentos de apreensão na zona rural de Guaimbê. Sem energia elétrica na Fazenda Rio da Cema, Francielle Maria da Conceição, de 35 anos, teme pela saúde do filho Henrico, de quatro anos, que tem paralisia cerebral e síndrome de West e depende de aparelhos elétricos para os cuidados de saúde em uma estrutura de UTI domiciliar.

Segundo Francielle, o fornecimento de energia foi interrompido por volta das 9h de domingo (4). O serviço chegou a ser restabelecido às 17h, mas voltou a cair na manhã desta segunda-feira (5).

“Ele tem paralisia cerebral e síndrome de West. Usa aparelhos para sobreviver e não pode ficar sem o ventilador”, relatou a mãe.

Mãe afirma que precisou recorrer ao oxigênio reserva disponível na residência (Foto: Divulgação)

Com a nova interrupção, os equipamentos utilizados nos cuidados de Henrico ficaram sem carga, segundo Francielle. Diante da situação, a família precisou recorrer ao oxigênio reserva mantido na residência.

A mãe afirma que acionou a CPFL diversas vezes e informou à concessionária sobre a condição de saúde do menino. Segundo ela, a família mantém cadastro atualizado junto à empresa justamente pela dependência de equipamentos elétricos.

“Todo ano a gente faz o cadastro na CPFL. Cadê a prioridade? Eles falam que é por ordem de quem liga, conforme as pessoas vão comunicando e eles vão atendendo”, afirmou.

De acordo com Francielle, a previsão informada pela concessionária era de restabelecimento da energia por volta das 18h desta segunda-feira, o que não ocorreu. A mãe relata, porém, preocupação com a possibilidade de precisar retirar Henrico de casa enquanto aguarda a normalização do serviço.

“Eles falam para eu locomover uma criança que não pode ficar se movimentando para ir para a cidade. Eles já conhecem o caso do Henrico. Já expliquei tudo para eles”, comenta.

Francielle também teme que uma eventual ida ao hospital exponha o filho a novas infecções. Segundo ela, a estrutura necessária para os cuidados do menino já está montada na residência.

“É um desespero de uma mãe, porque eu vou para o hospital com ele e tenho medo. Ele já tem as bactérias dele. Vai pegar mais bactéria, mais problema”, afirmou.

A preocupação, reforça Francielle, não é com a falta de energia por si só, mas com o impacto da interrupção no funcionamento dos equipamentos dos quais Henrico depende.

“Se ele não necessitasse desses aparelhos, eu juro que não estaria nem aí para a energia. Mas é um desespero de uma mãe, porque meu filho necessita dos aparelhos”, declarou.

A família aguarda o restabelecimento do fornecimento para retomar normalmente o funcionamento dos equipamentos utilizados nos cuidados da criança.

O Marília Notícia procurou a CPFL para esclarecer a causa e a previsão de solução da interrupção, além de questionar como funciona o atendimento a consumidores cadastrados que dependem de equipamentos elétricos para manutenção da saúde. Não houve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação da concessionária.



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