A sexta geração de telefonia celular (6G) está nascendo paralelamente à computação quântica e possivelmente as duas tecnologias serão combinadas no futuro, preveem especialistas presentes em painel sobre o tema na Futurecom 2026, nesta quarta-feira, 7, em São Paulo.
“A computação quântica vai fazer parte do 6G. Ela vai ajudar muito, mas não fará tudo. É preciso definir onde ela pode ser aplicada e onde não pode”, comentou Erick Garcell, diretor de arquitetura de soluções da Classiq. Garcell recomenda, por exemplo, que a sexta geração nasça com criptografia pós-quântica, para garantir a sua segurança.
Carlos Nazareth, diretor geral do Inatel, destacou que a rede 6G precisará ser acompanhada de uma mudança computacional na nuvem, para que seja possível entregar respostas imediatas para aplicações no mundo físico, com baixíssima latência.
Citou também a possibilidade de a computação quântica ser usada no futuro em soluções de uso dinâmico e oportunístico de faixas ociosas de espectro, os chamados “white spaces”.
6G vai precisar de mais espectro em bandas médias
Por fim, Alejandro Adamowicz, diretor de estratégia e tecnologia da GSMA na América Latina, lembrou que o release 21 do 3GPP, previsto para meados de 2028, será o primeiro do 6G. Somente a partir daí fabricantes e operadoras poderão começar a planejar os primeiros dispositivos e redes de sexta geração com a devida padronização. Ele alertou para o risco de fragmentação caso algum player decida lançar uma rede pré-6G não padronizada.
Além disso, o executivo da GSMA defendeu que a sexta geração precisará de mais espectro em bandas médias (entre 1 GHz e 7 GHz). Blocos de 100 MHz por operadora como os disponíveis hoje no 5G não serão suficientes. O ideal para o 6G, na sua opinião, serão blocos entre 200 MHz e 400 MHz por operadora.




