Com a retirada dos antibióticos promotores de crescimento (APCs), a saúde intestinal das aves passou a ser um dos principais pontos de atenção para a eficiência dos lotes. Sem o efeito desses antimicrobianos, o equilíbrio da microbiota depende de um conjunto mais amplo de medidas, que inclui manejo, biosseguridade, ambiência, água, nutrição e controle de patógenos.
Segundo a médica-veterinária Laura Beatriz Rodrigues, doutora em Sanidade Avícola pela UFRGS, a retirada dos APCs pode causar disbiose, que é um desequilíbrio da microbiota intestinal. Esse desequilíbrio compromete a digestão, a absorção de nutrientes e a integridade do intestino. O impacto principal aparece na conversão alimentar, mas também pode aumentar a mortalidade e a desuniformidade dos lotes.
Primeira semana é decisiva
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A especialista destaca a fase inicial do ciclo. A referência é que o pintinho chegue aos sete dias com cerca de 4,5 vezes o peso de alojamento, ou seja, uma ave alojada com 40 gramas deve chegar a aproximadamente 180 gramas. Falhas no controle da coccidiose, por exemplo, deixam a cama mais úmida e favorecem problemas de pele e patas, como a pododermatite, que podem resultar em condenações no abate.
Não existe substituto único
Para o médico-veterinário Rafael Levandowski, doutorando em Medicina Preventiva na Coreia do Sul, nenhum aditivo isolado consegue reproduzir o efeito amplo dos antibióticos promotores. Os melhores resultados, segundo ele, vêm da combinação de ferramentas, como ácidos orgânicos, enzimas, fitogênicos, probióticos e prebióticos. Ele também destaca tecnologias que vêm ganhando espaço, como os pós-bióticos e os bacteriófagos. Levandowski lembra ainda que, quando a ave enfrenta um desafio intestinal, parte da energia e dos nutrientes deixa de ir para o crescimento e passa a ser usada na defesa do organismo.
A reportagem recomenda monitorar cinco indicadores de forma conjunta: conversão alimentar, ganho de peso, uniformidade, mortalidade e condenações. Também reforça a importância de medidas preventivas, como vazio sanitário de cerca de 15 dias, tratamento da cama, controle do cascudinho, qualidade da água e controle de micotoxinas nas matérias-primas.
Leia a reportagem completa na edição 1345 da revista Avicultura Industrial.




