Em meio às ações do Outubro Rosa, campanha que reforça a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, dados do Ministério da Saúde mostram a dimensão do tratamento da doença na região de Marília. O Departamento Regional de Saúde (DRS-IX) de Marília registrou 582 cirurgias por neoplasia de mama em 2025, o maior número entre os três anos analisados.
O volume representa alta de 26% em relação a 2023, quando foram realizados 462 procedimentos, e de 13,9% na comparação com 2024, que teve 511 cirurgias.
Os dados são do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), do DataSUS, e foram encaminhados pela Secretaria de Estado da Saúde a partir de demanda do Marília Notícia.
Entre janeiro e julho de 2026, o DRS de Marília contabilizou outras 313 cirurgias. Como o número corresponde somente aos sete primeiros meses do ano, não é possível fazer uma comparação direta com os totais anuais anteriores. O volume já equivale, porém, a mais da metade dos procedimentos registrados durante todo o ano passado.
O crescimento do número de cirurgias, isoladamente, não permite concluir que houve aumento na incidência do câncer de mama na região, já que os procedimentos também estão relacionados a fatores como diagnóstico, encaminhamento e acesso ao tratamento.
Participação no Estado
O avanço também aparece nos números estaduais. São Paulo registrou 14.504 cirurgias por neoplasia de mama em 2023, 15.824 em 2024 e 16.407 em 2025, maior resultado do período analisado.
De janeiro a julho deste ano, foram contabilizados 9.424 procedimentos no Estado.
O DRS de Marília respondeu por aproximadamente 3,2% das cirurgias paulistas em 2023 e 2024. Em 2025, a participação subiu para cerca de 3,5%. Nos primeiros sete meses de 2026, ficou em aproximadamente 3,3%.
Os números ganham destaque neste mês com o Outubro Rosa, mobilização dedicada à conscientização sobre o câncer de mama e à importância da identificação precoce da doença e do acesso ao tratamento.
Diagnóstico e atendimento
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, São Paulo conta com 86 unidades da Rede Hebe Camargo de Combate ao Câncer, entre Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons), Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacons) e hospitais gerais habilitados para cirurgias oncológicas.
O atendimento inclui ainda o programa Mulheres de Peito. Mulheres de 50 a 74 anos podem realizar mamografia nas Carretas da Mamografia apresentando documento de identidade e cartão SUS, sem necessidade de pedido médico.
Para mulheres de 35 a 49 anos e acima de 74 anos, é necessária solicitação médica. O programa atende mulheres a partir dos 35 anos que não tenham realizado mamografia nos últimos 12 meses.
As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) são a porta de entrada preferencial do SUS e podem identificar sinais de alerta e encaminhar pacientes para exames e atendimento especializado.
A legislação federal estabelece ainda que pacientes com neoplasia maligna tenham o primeiro tratamento no SUS iniciado em até 60 dias após a confirmação diagnóstica por laudo patológico.
Investimento nos procedimentos
Em 2025, procedimentos relacionados ao diagnóstico e tratamento do câncer de mama tiveram reajustes pela Tabela SUS Paulista.
A biópsia de nódulo de mama passou de R$ 70 para R$ 157,50, alta de 125%, enquanto a mamografia passou de R$ 22,50 para R$ 45. O valor da prótese mamária subiu de R$ 159,60 para R$ 319,20.
Na assistência oncológica, a radioterapia da mama passou de R$ 5.904 para R$ 8.265,60, reajuste de 40%. A quimioterapia para carcinoma também teve aumento de 40%, de R$ 2.378,90 para R$ 3.330,46.
Os dados foram obtidos no Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), do DataSUS/Ministério da Saúde, e encaminhados pela Secretaria de Estado da Saúde a partir de demanda do Marília Notícia. Os números de 2026 abrangem o período de janeiro a julho.




