O Serviço Móvel Pessoal (SMP) representou mais de 60% da receita operacional líquida (ROL) dos serviços de telecomunicações no segundo trimestre de 2026, segundo o Panorama Econômico-Financeiro de Telecomunicações da Anatel, gerando R$ 25,33 bilhões. No total, o setor teve uma ROL de quase R$ 35 bilhões. Não por acaso, o segmento móvel foi o que teve o maior volume financeiro de investimentos, com R$ 3,18 bilhões em aportes, o mesmo registrado nos primeiros três meses deste ano.
Já a receita média por usuário (ARPU) foi de R$ 34,07. No comparativo, o serviço móvel pós-pago teve média de R$ 50,35, enquanto o pré-pago ficou em R$ 12,17, ambos praticamente mantidos em relação ao período anterior. A maior parte da ARPU veio do fluxo de dados, que foi de R$ 28,93, contra R$ 5,14 de voz.
De maio a junho, a Anatel aponta que o consumo de internet móvel passou de 4 bilhões de GB, enquanto o consumo médio de dados por usuário subiu 16,84% em relação ao segundo trimestre de 2025, chegando a 6,80 GB. Distrito Federal e Rio de Janeiro foram as unidades federativas com maior média de consumo por cliente, com 10,57 GB e 8,93 GB, respectivamente. Na média, o consumidor pagou R$ 5,36 por GB, queda de mais de 13% em relação ao mesmo período do ano passado.




