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O mercado de R$ 1 bilhão que a Sem Parar Empresas mira explorar com dados das estradas

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A Sem Parar Empresas está expandindo seus negócios além das tags de pedágio, mirando um mercado de mais de R$ 1 bilhão em serviços financeiros, como crédito e seguros. Com 1,3 milhão de veículos conectados e 270 mil empresas atendidas, a companhia utiliza dados sobre transporte de cargas para oferecer soluções financeiras que complementam a análise tradicional das transportadoras.

O CEO Wagner Gramigna destaca que a volatilidade dos resultados das transportadoras dificulta a avaliação de risco por bancos, mas a Sem Parar pode assumir mais riscos devido ao acesso a informações detalhadas. A empresa já oferece antecipação de recebíveis e foca em transportadoras de médio porte. A expansão dos serviços financeiros não significa a diminuição da atuação no mercado de tags, que deve continuar crescendo com a adoção do sistema de cobrança automática.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Os dados sobre o transporte de cargas, usados pela Sem Parar Empresas para atender clientes nas rodovias, agora também estão entrando na conta de uma nova frente de negócios. Conhecida pelas tags de pedágio, a companhia identificou um potencial de mais de R$ 1 bilhão em crédito na base de clientes, o que abre oportunidades para ampliar a atuação em serviços financeiros, incluindo seguros e outras soluções.

O movimento faz parte de uma estratégia de diversificação da companhia, que pretende ampliar a participação de outras linhas de negócios no faturamento na operação B2B.

Atualmente, as tags representam entre 25% e 30% da receita da companhia. “É uma âncora no relacionamento com os clientes, mas não é o único vetor de crescimento”, afirma Wagner Gramigna, CEO da Sem Parar Empresas, ao NeoFeed.

A expectativa é que serviços financeiros, inteligência de dados e meios de pagamento ganhem participação no faturamento. O portfólio da empresa inclui ainda soluções de gestão de frotas, despesas corporativas e benefícios para funcionários.

Com cerca de 1,3 milhão de veículos conectados e mais de 270 mil empresas atendidas, a Sem Parar Empresas reúne informações históricas e em tempo real sobre a atividade dos clientes. A intenção é utilizar esses registros para complementar a análise financeira tradicional das transportadoras.

Gramigna afirma que a volatilidade dos resultados das empresas de transporte de cargas dificulta a avaliação de risco pelas instituições financeiras. “É um mercado superdifícil de ler. Os balanços das transportadoras flutuam muito e são bastante dependentes dos contratos de carga que elas possuem”, explica.

O executivo cita o exemplo de uma transportadora que apresenta um balanço pressionado depois de investir na compra de caminhões, mas registra crescimento no volume de cargas e na carteira de contratos. Nesse caso, a análise das demonstrações financeiras pode não captar integralmente a evolução da atividade.

“Conseguimos tomar mais risco do que um banco tradicional, porque temos a capacidade de ver mais informações e colocar inteligência nesse modelo de crédito”, diz.

Wagner Gramigna, CEO da Sem Parar Empresas

A análise também pode incorporar informações de outros serviços, como seguros, que permitem identificar características das cargas transportadas e os valores envolvidos.

A pressão sobre os custos das transportadoras também reforça a demanda por financiamento. Com margens apertadas e despesas elevadas com combustível, essas empresas precisam administrar o intervalo entre os gastos necessários para realizar o transporte e o recebimento pelo serviço prestado.

Uma das soluções já oferecidas pela Sem Parar Empresas é a antecipação de recebíveis, que utiliza o Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e) como garantia. Na operação, a transportadora pode antecipar recursos que receberia pelo serviço de transporte, reduzindo o intervalo entre as despesas da operação e o pagamento pelo frete.

A estratégia de crédito tem como foco as transportadoras de médio porte. “Um grande transportador já tem uma estrutura de capital muito mais ajeitada, já o pequeno tem um comportamento mais de pessoa física. Então, o público médio acaba sendo o ideal”,  avalia o CEO.

Além das tags

A expansão dos serviços financeiros não significa que a Sem Parar Empresas pretenda reduzir a atuação no mercado de tags de pedágio. Gramigna acredita que o negócio continuará crescendo, impulsionado pela expansão do free flow, sistema de cobrança automática sem cancelas que tem ganhado espaço nas novas concessões rodoviárias.

O modelo de remuneração das tags, porém, ajuda a entender a aposta em novas frentes de negócios. A Sem Parar Empresas cobra uma mensalidade por veículo, independentemente do número de passagens pelos pedágios. Dessa forma, a receita cresce principalmente com a entrada de novos clientes ou a ampliação das frotas atendidas.

Ao oferecer crédito, gestão de despesas e outros serviços financeiros, a companhia busca aumentar o faturamento por cliente, sem depender exclusivamente da expansão da base de veículos.

A estratégia também está alinhada à atuação da controladora americana Corpay, antiga FleetCor. Listada na Bolsa de Nova York, a companhia atua globalmente em pagamentos corporativos, incluindo soluções para despesas com veículos e pagamentos entre empresas.

No Brasil, a controladora comprou a Sem Parar em 2016. Quatro anos depois, foi criada a Sem Parar Empresas para reunir diferentes operações do grupo.

Hoje, a companhia oferece soluções de gestão de abastecimento e despesas com combustível, além da administração centralizada de vale-transporte para empresas com funcionários em diferentes cidades. Também distribui benefícios de alimentação e refeição e oferece um cartão multibenefícios de bandeira aberta.



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