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A Raiô, startup de benefícios corporativos fundada por José Renato Hopf, ex-CEO da Getnet, está expandindo sua operação nacionalmente após consolidar sua presença no Sul do Brasil. A empresa, que já atende clientes em estados como São Paulo e Minas Gerais, busca escalar sua operação e se diferenciar no mercado, que enfrenta crescente concorrência.
A Raiô foca em soluções de gestão, tecnologia e atendimento, oferecendo funcionalidades específicas para grandes empresas, como integração automatizada de RH e onboarding rápido de funcionários. Além da venda direta, a startup está formando parcerias com escritórios de contabilidade e seguradoras para aumentar sua capilaridade.
Com um investimento de R$ 10 milhões, a Raiô espera ser líder no Rio Grande do Sul até 2027, em um mercado de benefícios estimado em R$ 150 bilhões, onde a competição está se intensificando com a entrada de novos players.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Depois de consolidar sua operação no Sul do País, a Raiô inicia uma nova etapa de crescimento: a expansão nacional. A startup de benefícios corporativos fundada e comandada por José Renato Hopf, ex-CEO da Getnet, está estruturando canais de distribuição em diferentes regiões, reforçando o atendimento a grandes contas e ampliando sua presença fora do Rio Grande do Sul.
A companhia encerrou uma fase focada na construção da plataforma, na validação do modelo de negócios e na consolidação regional. Agora, entra em um ciclo voltado à escala.
“Constituímos a empresa, estruturamos produto e tecnologia, fizemos uma prova regional e agora começamos a escalar nacionalmente a companhia”, afirma Hopf, ao NeoFeed.
A estratégia repete, em parte, o movimento que o executivo adotou quando estava à frente da Getnet: ganhar relevância em um mercado regional antes de avançar para outras regiões do País. A diferença é que, desta vez, o foco está no mercado de benefícios corporativos, segmento que passou por mudanças regulatórias recentes e vive uma nova rodada de concorrência.
Atualmente, a Raiô já atende clientes em estados como São Paulo, Minas Gerais e Pará, além de manter sua base mais forte na Região Sul. A expansão ocorre conforme a conquista de novos contratos e a montagem progressiva de estruturas regionais.
“Nós vamos estruturando regionalmente a operação de acordo com as oportunidades dos clientes que vão fechando”, diz Hopf.
A tese da empresa é que a diferenciação não está nos benefícios em si. Na visão de Hopf, o mercado oferece produtos semelhantes, como alimentação, refeição, cultura, premiações e auxílios flexíveis. A disputa, segundo ele, acontece na camada de gestão, tecnologia e atendimento aos departamentos de recursos humanos.
“O produto pode ser parecido. A diferença está na solução, no serviço e na plataforma que a gente entrega”, afirma Hopf.
A companhia desenvolveu funcionalidades voltadas principalmente para empresas de maior porte. Entre elas, estão ferramentas de integração automatizada de arquivos de RH, gestão de múltiplos CNPJs e modelos de administração de benefícios adaptados a grupos específicos dentro de grandes organizações.
Em um dos exemplos citados pelo empreendedor, um cliente que operava mais de 50 CNPJs reduziu de dois dias para menos de uma hora o tempo necessário para processar seus benefícios corporativos.
Outra frente está relacionada ao onboarding de funcionários. A plataforma permite que novos colaboradores tenham acesso ao benefício poucos minutos após a ativação do cadastro, sem depender da chegada do cartão físico.
A empresa também afirma ter desenvolvido processos específicos para organizações com múltiplas políticas de benefícios decorrentes de aquisições. Em um projeto, a estrutura foi reorganizada de centenas de combinações diferentes para cerca de 20 grupos de gestão.
Além da venda direta para grandes empresas, a Raiô aposta na formação de canais de distribuição para ganhar capilaridade nacional.
Desde julho deste ano, a companhia passou a estruturar uma área dedicada a parcerias comerciais. Entre os parceiros estão escritórios de contabilidade e seguradoras, que passam a utilizar a plataforma em conjunto com seus serviços para empresas clientes.
Segundo Hopf, o objetivo não é apenas distribuir benefícios por meio dos parceiros, mas integrar funcionalidades da plataforma às operações dessas empresas. “A gente criou uma plataforma que agrega valor à solução deles também”, afirma.
A empresa começou a formar essa rede inicialmente no Sul, em São Paulo e em Minas Gerais. Em poucos meses, já soma cerca de 30 parceiros estabelecidos, segundo o empreendedor.
A Raiô, que recebeu R$ 10 milhões em investimento da Provence Partners e da Upload Ventures, diz que tem milhares de clientes e que tem crescido de forma acelerada. Em 2027, espera ser líder no Rio Grande do Sul.
Mercado mais competitivo
A expansão ocorre em um momento de aumento da competição no mercado de benefícios, estimado em mais de R$ 150 bilhões e com aproximadamente 22 milhões de usuários.
O C6 Bank, como publicou com exclusividade o NeoFeed, comprou a Alymente no começo de setembro e ingressou na área. O BTG Pactual também passou a atuar nesse setor.
Não bastassem os novos entrantes, o iFood, que tem uma área de benefícios, negocia a compra da startup Caju, conforme publicado pelo site Pipeline e confirmado pelo NeoFeed.
A lista de startups que atuam na área é grande. Uma delas é a Flash, que acaba de fazer uma captação de R$ 150 milhões, liderada pela Battery Ventures e por Kevin Efrusy, sócio da Accel Partners, que ganhou fama como um dos primeiros investidores do Facebook. Antes dessa rodada, a Flash já havia levantado mais de R$ 800 milhões.
Os incumbentes são a Ticket, com o Itaú Unibanco; a Alelo, com o Bradesco e o Banco do Brasil; e a Pluxee (ex-Sodexo), com o Santander. Ao lado da VR, esse trio ainda domina mais de 80% do mercado.
Para Hopf, a entrada de novos concorrentes reforça a oportunidade de diferenciação por serviço. “O poder econômico vai até um limite. Depois, o cliente quer saber quem resolve o problema dele”, afirma.
O empreendedor avalia também que o mercado ainda apresenta espaço para crescimento. Segundo ele, uma parcela relevante dos trabalhadores brasileiros ainda não tem acesso a benefícios corporativos, o que amplia o potencial de expansão do setor. “O mercado endereçável é de mais de R$ 300 bilhões”, afirma Hopf.




