As quatro organizações internacionais que formam a chamada Quadripartite apontaram três prioridades para avançar na abordagem de Saúde Única (One Health). São elas a implementação nos países, o uso de evidências científicas e a ampliação dos investimentos. A Quadripartite reúne a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).
As prioridades foram debatidas no 9º Congresso Mundial de Saúde Única, realizado de 4 a 7 de setembro em Lisboa, Portugal. O evento reuniu mais de 1.300 pesquisadores, gestores públicos e profissionais de diversos países. A Saúde Única parte do princípio de que a saúde das pessoas, dos animais, das plantas e dos ecossistemas está interligada e exige atuação conjunta entre os setores.
Do plano global à ação local
Um dos focos foi a aplicação, em cada país, do Plano de Ação Conjunto de Saúde Única (OHJPA), elaborado pelas quatro organizações. Representantes de Singapura, Malaui e Uzbequistão compartilharam suas experiências com o plano e com o guia de implementação da Quadripartite. Eles apontaram o que facilita e o que dificulta a coordenação entre as áreas de saúde humana, animal e ambiental.
Recomendações científicas
O Painel de Especialistas de Alto Nível em Saúde Única (OHHLEP) apresentou dez recomendações para superar barreiras e acelerar a implementação. O grupo também mostrou um levantamento sobre como o conceito aparece nos acordos e normas internacionais de cada setor, apontando oportunidades para tornar essas iniciativas mais integradas.
Financiamento
O investimento foi a terceira frente de discussão. As sessões trataram de como demonstrar o retorno econômico das ações de Saúde Única e mobilizar recursos, inclusive por meio de financiamento misto, que combina recursos públicos e privados. Um dos painéis foi organizado em parceria com o Banco Mundial.
Para a Quadripartite, o congresso reforçou o compromisso de ajudar os países a transformar os compromissos globais em ações práticas, com base em evidências científicas e investimento sustentável.
Da Redação, com informações da OMSA
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