O Grupo IPM Educação Institucional firmou uma parceria com a Polar para fornecer a seus estudantes pulseiras conectadas, com o objetivo de monitorar métricas de saúde como sono, recuperação e frequência cardíaca. A iniciativa é focada em alunos que pleiteiam vagas em residência médica e combinará o vestível Polar Loop com o sistema IPM Track.
Ao todo, 5 mil pulseiras serão disponibilizadas para os alunos da turma de 2027, com previsão de chegada do lote em outubro. A expectativa é que mais wearables sejam disponibilizados ao longo da ação, assim como sejam expandidos para outras unidades de estudos.
Para a IPM, o diferencial do projeto é compreender o rendimento dos estudantes em testes e simulados, uma vez que a residência médica demanda grande volume de estudos e alta exigência cognitiva em exames complexos — fatores que podem interferir na saúde ao longo dos meses.
Por sua vez, a Polar vê o acordo como uma oportunidade para ir além do bem-estar e do esporte com seus wearables, pois poderá aplicar sua experiência de décadas ao monitoramento fisiológico voltado à saúde e à qualidade de vida.
Ao Mobile Time, as empresas informaram que não há prazo para o encerramento da colaboração, pois a intenção é manter a integração contínua do hardware da Polar com o software da IPM.
Como funcionará
Na prática, os dados fisiológicos do vestível serão analisados junto ao contexto acadêmico de cada estudante, permitindo que a instituição identifique tendências e oriente decisões personalizadas na rotina de estudos e no ciclo de preparação para as provas da residência médica.
Assim, caso um residente enfrente uma rotina extenuante e apresente recuperação inadequada ou déficit de sono, a equipe da IPM poderá intervir para auxiliá-lo a obter melhor qualidade de vida.
O cenário ganha relevância diante de um estudo da Associação Médica Brasileira (AMB) de 2025, que aponta um descompasso entre a graduação em medicina e a especialização: menos da metade dos formandos consegue ingressar na residência no mesmo ano de conclusão do curso.
A iniciativa é regida integralmente pelas normas da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) — portanto, a captura de dados só é feita mediante consentimento e adesão formal (opt-in) do estudante.
Imagem principal: Pulseira Polar Loop (divulgação)




