O presidente do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados de Santa Catarina (Sindicarne/SC), José Antonio Ribas Júnior, se manifestou sobre a detecção de um foco da doença de Newcastle em aves no estado. Em sua avaliação, a situação está sob controle e não representa risco à saúde pública.
“O setor de aves e suínos vem passando por mais um desafio, agora especialmente em aves, em Santa Catarina, onde foi detectado um foco de doença de Newcastle. Mas eu quero deixar toda a sociedade muito tranquila”, afirmou.
De acordo com o dirigente, as medidas de contenção e monitoramento já foram concluídas. “O foco está contido, todo o trabalho de contenção está realizado, todo o trabalho de monitoria está realizado, e não há mais nenhuma evidência de ampliação”, disse. Ele acrescentou que os animais do lote afetado estão sendo eliminados e que não há registro de novos focos.
Leia também no Agrimídia:
Ribas Júnior destacou a atuação integrada entre a vigilância sanitária estadual, por meio da Cidasc, o Ministério da Agricultura e Pecuária e o setor privado, representado pelas agroindústrias e cooperativas. Segundo ele, o trabalho tem sido conduzido “com muita ciência, com muita responsabilidade, com muita seriedade” e com total transparência nas informações repassadas aos mercados e à sociedade.
Sem risco ao consumo
O presidente do Sindicarne/SC reforçou que a ocorrência não afeta a segurança dos alimentos. “Temos convicção, e estamos falando isso com muita ciência também, de que o consumo de carne não apresenta nenhum risco”, declarou. O foco agora, segundo ele, é garantir que não haja novos danos econômicos para Santa Catarina e para o Brasil.
Impactos ainda indefinidos
Questionado sobre as consequências para o comércio exterior, Ribas Júnior avaliou que ainda é cedo para mensurar os efeitos. “Ainda é muito precoce dimensionar todos os impactos que isso pode causar em mercados, exportações e vendas”, ponderou.
A expectativa do setor, conforme o dirigente, é que a resposta rápida permita recuperar no menor prazo possível o status de livre de doenças de notificação obrigatória e retomar a normalidade das exportações.
“Treinamos muito, trabalhamos muito para enfrentar esses desafios, para que, quando eles chegam, a gente tenha capacidade de resposta para a sociedade, para nossos clientes e para todos os países que confiam no Brasil, que não à toa é líder mundial na exportação de aves”, concluiu.
Da Redação




