A autoridade sanitária do Sudão comunicou formalmente o aceite para a exportação de uma nova gama de produtos agropecuários brasileiros para o seu território. A decisão representa a abertura de novos mercados para o setor produtivo do Brasil no país africano, abrangendo aves de um dia, ovos férteis, além de carnes, produtos cárneos e miúdos de aves, de bovinos e de caprinos. O acordo também contempla o comércio de bovinos e búfalos vivos destinados à reprodução, bem como de embriões bovinos e bubalinos produzidos in vitro e in vivo.
A abertura ocorre em um período de atenção para a avicultura brasileira, após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em um estabelecimento comercial de perus em Nova Itaberaba, Santa Catarina. O caso motivou a imposição de restrições temporárias por parte de cinco parceiros comerciais às exportações brasileiras de produtos avícolas.
Malásia e México aplicaram a suspensão das importações provenientes de todo o território brasileiro, atingindo produtos como aves vivas, carnes, miúdos, ovos férteis e pintinhos. Já Arábia Saudita, China e Chile restringiram as suspensões ao estado de Santa Catarina, afetando itens como carne de aves, ovos férteis, ovos para consumo humano e reprodutores.
Com o embargo direcionado, o mercado projeta o redirecionamento temporário da demanda internacional para frigoríficos do Paraná e do Rio Grande do Sul. Enquanto isso, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) realiza operação epidemiológica em cerca de 1.600 propriedades rurais e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mantém interlocução com os países importadores para a retomada do comércio.
Fonte: da Redação com informações do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)
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