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Patria compra mais “cotas” do Klubi e reforça aposta em consórcios online

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A Patria Investimentos está aumentando seu investimento na fintech Klubi, especializada em consórcios, com um aporte de mais de R$ 20 milhões, totalizando mais de R$ 60 milhões desde 2021.

O investimento, realizado pelo Fundo III, visa acelerar o crescimento da fintech, que já incorporou inteligência artificial em suas operações.

Fundada em 2020, a Klubi digitaliza o mercado de consórcios, inicialmente focando em produtos de menor valor e expandindo para motos, automóveis e imóveis.

A automação permitiu à empresa crescer sem aumentar o número de funcionários, mantendo 130 colaboradores enquanto sua carteira ultrapassa R$ 2 bilhões. Com uma base de 100 mil clientes ativos, a Klubi busca capturar a expansão do mercado de consórcios, que ainda tem baixa penetração no Brasil.

A fintech não definiu metas de crescimento após o novo aporte, mas pretende manter seu ritmo de expansão e se aproximar do breakeven.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

O Patria Investimentos está reforçando sua aposta no Klubi, fintech de consórcios que está em busca de ganhar espaço em um mercado historicamente dominado por grandes bancos e administradoras tradicionais.

O Patria High Growth, plataforma de venture capital e growth equity da gestora, com mais de US$ 500 milhões em ativos sob gestão, está fazendo um aporte de mais de R$ 20 milhões na companhia, elevando para mais de R$ 60 milhões o capital investido desde 2021.

Realizado exclusivamente pelo Patria, por meio do Fundo III, o investimento representa a segunda extensão da Série A do Klubi, iniciada no fim de 2024, quando a fintech levantou R$ 45 milhões com a participação da gestora e nomes como L4 Venture Builder, ligada à B3, e Vivo Ventures. O valuation não foi revelado.

Os recursos serão utilizados para acelerar o crescimento de uma operação que já incorporou a inteligência artificial (IA) em praticamente todas as etapas do negócio, buscando ampliar sua participação no mercado de consórcios, que comercializou R$ 500 bilhões em créditos em 2025.

“Já temos o produto, fizemos o deployment de IA, temos os canais com os parceiros. Temos todos os ingredientes para continuar uma trajetória de crescimento acelerado, para a qual a gente precisa de algum nível de aporte para sustentar o caixa da empresa”, afirma Eduardo Rocha, CEO e fundador do Klubi, em entrevista ao NeoFeed.

Fundada em 2020 por Rocha, ex-executivo da Rodobens, o Klubi surgiu com a proposta de digitalizar o mercado de consórcios. A fintech começou oferecendo planos para celulares e outros produtos de menor valor, buscando alcançar consumidores pouco atendidos pelos modelos convencionais, e posteriormente expandiu sua atuação para motos, automóveis e imóveis.

A aposta em tecnologia e automação permitiu ao Klubi multiplicar sua operação sem ampliar o quadro de funcionários. Segundo Rocha, a companhia tinha aproximadamente 130 profissionais quando administrava uma carteira de R$ 100 milhões, em 2022. Hoje, mantém o mesmo número de colaboradores, apesar de a carteira ter superado R$ 2 bilhões.

A fintech conta ainda com 250 robôs agênticos, responsáveis por atividades que vão da comercialização de consórcios e do atendimento aos clientes até a análise de crédito, a liberação de recursos e a cobrança. A base já supera 100 mil clientes ativos.

Para Thiago Maluf, managing director do Patria High Growth, os números mostram que o Klubi está conseguindo transformar IA em resultados concretos, um diferencial em relação a outras empresas que ainda estão nos estágios iniciais de adoção da tecnologia.

“Muitas empresas falam muito do tema de IA. Tem muita coisa interessante sendo discutida, mas tem poucas coisas que já foram colocadas em produção e que você consegue ver resultado real. No Klubi, é muito impressionante”, afirma Maluf.

Eduardo Rocha, fundador e CEO do Klubi

A automação permitiu à fintech reduzir custos e atuar em segmentos pouco explorados pelas administradoras tradicionais, que concentram suas operações em veículos e imóveis, cujos valores mais elevados ajudam a compensar os custos de distribuição e administração.

O Klubi encontrou espaço no chamado consórcio massificado. Hoje, mais de 80% de sua base ativa está concentrada em consórcios de celulares, com créditos médios de R$ 5 mil, destinados a consumidores com renda mensal próxima desse valor. Na base total, a renda média varia entre R$ 8 mil e R$ 10 mil.

É por aqui que o Klubi pretende crescer e se diferenciar, sem perder rentabilidade. A estratégia permite acompanhar a evolução financeira dos clientes, oferecendo produtos de maior valor ao longo do relacionamento.

Nos consórcios imobiliários, por exemplo, o crédito médio fica entre R$ 400 mil e R$ 500 mil, para consumidores com renda mensal próxima de R$ 20 mil a R$ 25 mil.

Para Maluf, o Klubi se mostra bem posicionado para capturar a expansão do mercado de consórcios. Apesar de ter fechado o ano passado com R$ 500 bilhões em créditos comercializados, o segmento ainda possui baixa penetração na população brasileira, com cerca de 12,7 milhões de participantes ativos, segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC).

“Tem espaço para crescer, é um mercado muito grande”, diz. “Nossa tese inicial é que alguém vai puxar a fila de criar inovação nesse setor e de criar uma forma de vender que seja menos dependente dessas estruturas, agências bancárias e concessionárias, que, no final do dia, foram criadas para outra coisa.”

Além da venda direta ao consumidor, responsável por aproximadamente metade da operação, o Klubi distribui consórcios por meio de parcerias com empresas como Vivo, Localiza, C6, PicPay, Cyrela, Serasa, 99 e OLX, que utilizam sua infraestrutura tecnológica para oferecer o produto aos próprios clientes.

A fintech não estabeleceu uma meta de crescimento após o novo aporte, mas pretende manter o ritmo de expansão dos últimos anos, enquanto se aproxima do breakeven.

Sem abrir números, Rocha diz que a companhia triplicou de tamanho “em praticamente todos os indicadores” em 2025, enquanto concentrou esforços na automação e nos ganhos de eficiência em 2026. Com consumo mensal de caixa inferior a R$ 1 milhão, a expectativa é acelerar novamente o crescimento.

“A companhia nunca esteve com os unit economics tão bons. É como se você tivesse um carro que está muito bem preparado, seja motor, seja pneu, seja piloto, para enfrentar uma corrida. E o que a gente está colocando agora [com os recursos do Patria] é combustível”, afirma Rocha.



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