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Após sua reeleição, Lula anunciou um embate contra as big techs, destacando a necessidade de regular plataformas digitais que influenciam eleições.
Ele criticou empresas que não pagam impostos e prometeu tratar crimes digitais com a mesma seriedade que os da vida real. Um projeto de lei para regular essas empresas já foi enviado ao Congresso e está em tramitação.
Lula também pretende melhorar a comunicação digital do governo e manter o “Exército do Lula” no WhatsApp. Além disso, ele se comprometeu a governar para todos, incluindo empresários, e planeja investir em data centers e na economia digital.
Prometeu também universalizar escolas de tempo integral e desenvolver uma inteligência artificial brasileira, enfatizando a importância de educação em matemática e engenharia.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Brasília – Logo após ser reeleito, em uma virada inédita e histórica no segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já deu pistas, em seu primeiro discurso, que vai intensificar em seu quarto mandato o embate contra as big techs – tema caro ao seu governo.
O discurso de Lula, o primeiro após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmar sua vitória nas urnas, acontece após suspeitas de que a Meta (WhatsApp, Instagram e Facebook) favoreceu seu adversário na disputa eleitoral, o senador Flávio Bolsonaro (PL).
“Não podemos ter empresas monstruosas de grande ganhando milhões e bilhões, não pagando nem um imposto para esse país e tentando direcionar o resultado eleitoral desse país”, disse Lula em São Paulo, acompanhado de ministros, aliados e apoiadores.
“Essa foi uma eleição que a gente teve que vencer a intromissão vinda de fora para dentro através de plataformas digitais que nós vamos ter que regular. Não é possível que a gente não tenha consciência que o crime no mundo digital tem que ser tratado que nem na vida real”, complementou.
Em setembro do ano passado, o governo Lula já havia enviado um projeto de lei para o Congresso Nacional no sentido de regular as big techs. A proposta ainda está com o relator, o deputado Aliel Machado (PV/PR), mas foi aprovada em regime de urgência pelo plenário da Câmara, em março deste ano.
O texto cria um departamento específico para o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), uma superintendência especial de Relevância Sistêmica, Livre Concorrência e Defesa do Consumidor em Mercados Digitais, para tratar do tema.
O PL também integra a lista de prioridades do Ministério da Fazenda e era uma das bandeiras do ex-ministro da pasta, Fernando Haddad. Em ano eleitoral, contudo o projeto teve sua discussão adiada.
Ao mesmo tempo que enfatizou o cerco às big techs, Lula também sinalizou que pretende ter uma política mais assertiva para a comunicação digital a partir de 2027. Seu governo foi frequentemente criticado por perder várias batalhas nas redes, terreno dominado pelo bolsonarismo.
Durante a campanha, porém, uma iniciativa do deputado federal reeleito, André Janones (Rede-MG) – o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp – estimulou Lula a se comunicar mais e melhor no meio digital. Após vencer as eleições no domingo, 25 de outubro, Lula afirmou duas vezes que precisa que a iniciativa continue.
Ao longo do discurso de vencedor, o petista também se comprometeu a governar o País não só para quem o elegeu e prometeu reuniões com empresários, educadores, cientistas e as mulheres, grupos aos quais fez acenos mais diretos.
O petista já havia sinalizado logo após o primeiro turno das eleições que daria um papel mais central ao seu vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), que inclusive é cotado para ministro da Fazenda. Alckmin tem relação estreita com empresários e intensificou esse contato direto com vários deles nas viagens a São Paulo que fez durante a campanha do segundo turno.
Lula também reforçou que pretende investir em data centers em seu quarto mandato. Em outubro, o Congresso finalmente aprovou a lei que cria o Redata, programa do governo que concede incentivos fiscais aos datacenters – a iniciativa, porém, ainda depende de regulamentações que ainda não saíram.
“Nós queremos fazer desse país um país que se torne desenvolvido. Muito investimento na economia digital, na economia verde e na economia criativa”, ressaltou.
O presidente da República ainda fez mais promessas, também na área da educação: universalizar as escolas de tempo integral até o ensino médio e também o programa Pé de Meia tanto para o ensino médio quanto para as universidades. As declarações foram feitas ao lado de Camilo Santana, ex-ministro da Educação no Governo Lula 3 e que teve um papel central na coordenação de sua campanha no segundo turno das eleições.
“Iremos ensinar mais matemática, mais engenharia, porque eu não quero ficar dependendo de Inteligência Artificial chinesa ou americana, quero criar uma [IA] brasileira”, pontuou.




