Marília – O plenário da Câmara Municipal de Marília aprovou no começo da noite desta segunda-feira, dia 26 de outubro de 2026, a abertura de Comissão Processante (CP) contra o vereador e policial federal Agente Federal Júnior Fefin, do União Brasil. O parlamentar – que poderia participar da sessão ordinária, menos da votação de abertura de CP – não compareceu.
Posse de suplente e ausência do parlamentar
Diante disso, mesmo antes da leitura do pedido de investigação, o presidente do Poder Legislativo, Danilo da Saúde, do PSDB, convocou e empossou o suplente de Fefin, Fernandão do Guincho. ogo em seguida, o parlamentar suplente prestou o juramento e, em seguida, se dirigiu à cadeira utilizada pelo policial federal.

Votação unânime e definição da comissão por sorteio
Assim que a leitura do requerimento foi concluída, a abertura da CP foi colocada em votação e, por unanimidade, a comissão foi instaurada. Houve a solicitação pelo plenário para que a CP fosse conduzida pela Bancada Feminina, formada pelas vereadoras Delegada Rossana Camacho (PSD), Professora Daniela (PL), Fabiana Camarinha (Podemos) e Vânia Ramos (Republicanos). Contudo, Danilo da Saúde explicou que a legislação estabelece o sorteio para a composição de CP.
O sorteio, realizado pelo presidente na própria mesa diretora e à vista de todos os presentes, resultou nos seguintes nomes: vereadora Professora Daniela, vereadora Fabiana Camarinha e vereador Mauro Cruz. Ou seja, duas, das quatro vereadoras da Bancada Feminina irão conduzir a investigação de possível quebra de decoro parlamentar. Os nomes do suplente – Fernandão do Guincho -, do presidente Danilo e do agente Fefin não foram incluídos no sorteio.
Reação do público e manifestação do vereador
Sendo assim, o público presente demonstrou contentamento e expressou com aplausos os sorteios das duas parlamentares. Vários cartazes foram fixados na galeria. Agora, a comissão deverá definir quem ocupará a presidência, secretaria e relatoria da comissão. Mais cedo, o vereador Fefin, ao lado da companheira, publicou um vídeo onde relatam que estão bem e que tudo não passa de uma questão política.
Motivação da CP e próximos passos
Semana passada um vídeo onde o vereador aparece imobilizando sua companheira ganhou repercussão nacional e motivou o pedido de abertura de CP. Sendo assim, a comissão terá 90 dias para investigar o caso e o vereador não será afastado de suas funções na Câmara.




