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O BTG Pactual está lançando o Sales Trader AI, um assistente de inteligência artificial integrado à sua plataforma de negociação, visando facilitar o acesso a informações e recomendações de investimentos produzidas pelo seu time.
Desenvolvida ao longo de quatro meses e testada por operadores internos, a ferramenta busca oferecer uma experiência semelhante a interações em plataformas como ChatGPT, mas com dados curados e específicos do banco.
A Sales Trader AI analisa carteiras recomendadas e sugere operações com base nas informações do time de analistas do BTG, sem criar recomendações independentes. A plataforma também permite a execução de ordens com validação do usuário, garantindo segurança e controle.
Destinada a investidores de diferentes perfis, a ferramenta pode representar 10% do volume de ordens até o final do ano, com planos de integração com outras AIs e algoritmos de trading no futuro.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Com o status de maior banco de investimento da América Latina, o BTG Pactual está reunindo e colocando todo o seu conhecimento acumulado e os conteúdos produzidos pelo seu time a um prompt de distância dos clientes e investidores.
O centro dessa nova estratégia leva o nome de Sales Trader AI, ferramenta que funciona como um assistente de inteligência artificial (IA) conectada à plataforma de negociação do banco e que será lançada para toda a base de investidores nesta semana.
“Essa é, sem dúvida, a grande demanda atual. É a próxima revolução”, diz Jerson Zanlorenzi, head de mesa de operações e derivativos do BTG Pactual, ao NeoFeed. “O mercado saiu do pregão pela voz para o pregão eletrônico e agora estamos caminhando para o pregão de IA”.
Parte do ecossistema de renda variável e fruto dos investimentos do BTG nesse contexto da IA, a Sales Trader AI roda dentro da plataforma BTG Trader e começou a ser desenvolvida há quatro meses. E vem sendo testada por operadores de mesa e assessores de investimentos internos do banco desde agosto.
Segundo Zanlorenzi, a proposta é de que a experiência do usuário seja similar às interações mantidas em plataformas de IA como o ChatGPT ou mesmo o WhatsApp. Mas com um diferencial e uma blindagem em relação a essas opções generalistas: os dados por trás da ferramenta.
Nesse ponto, ele ressalta o histórico de décadas acumulado pelo BTG e por seu time de analistas cobrindo setores e papéis, bem como o batalhão de relatórios produzidos diariamente por sua área de research.
“A plataforma é um assistente que reúne todo esse conhecimento”, diz o executivo. “Ela consolida tudo o que esse time está pensando ou fazendo. É como se o cliente estivesse conectado com as principais áreas de inteligência do banco. Estamos trazendo um conteúdo que é denso para uma conversa”.
A partir de perguntas e instruções do cliente, a Sales Trader AI faz uma varredura nessa “biblioteca” de carteiras recomendadas, projeções e principais escolhas em cada setor. E consegue interpretar e sugerir quais seriam as melhores operações dentro dos objetivos e da tese desse investidor.
O conteúdo reunido na plataforma inclui ainda questões como os morning calls enviados diariamente, além das principais notícias e dados mais recentes do mercado. Todas essas informações são pré-aprovadas e têm a curadoria do banco.
Zanlorenzi ressalta, porém, que a plataforma não cria ou sugere nada sozinha. Ao contrário, a ferramenta só indica eventuais caminhos e operações a partir de recomendações já feitas pelo próprio time do BTG. Na prática, além de agilizar o acesso, ela é um atalho para chegar a esses dados.
“Não conseguimos realmente ver que a IA vá fazer tudo sozinha e que não vamos precisar de nenhuma curadoria e de ninguém”, diz. “Vemos essa tecnologia muito mais como um meio para potencializar o que já fazíamos e a experiência do cliente”.
Sob essa orientação, dar mais agilidade e fluidez a essas interações, com menos “trabalho braçal”, é uma outra aposta do BTG. Entre outros recursos, a plataforma permite enviar desde ordens individuais até operações estruturadas em bloco, além de rebalancear posições por percentuais de carteira.
A ideia é que a Sales Trader AI também elimine os eventuais erros que acontecem nessas operações no formato tradicional, como digitar um zero a mais por engano. Ao mesmo tempo, essa execução não é automática. Para eliminar riscos, cada etapa exige a conferência e a validação do usuário.
“Não há nenhum risco de a plataforma sair executando sem o cliente ter orientado”, explica Zanlorenzi. “Nesse ponto, é basicamente o que o banco já usa para todos os clientes fora ou dentro desse ambiente de IA. É preciso confirmar, ordem a ordem, quantidade e preço”.
No que diz respeito à segurança, a Sales Trader AI roda no ambiente controlado do BTG Pactual e, para acessá-la, o cliente precisa passar por todas as etapas de verificação de autenticidade, com login, senha e tokens.
Com todos esses recursos, Zanlorenzi observa que o plano do BTG com a nova plataforma de IA não é mirar apenas um perfil de investidor. “Ela foi preparada para atender desde o investidor iniciante, mais leigo, até o ultrassofisticado. Para o cliente de R$ 1 até R$ 1 bilhão”, diz.
O executivo projeta que a Sales Trader AI responda por 10% do volume de ordens até o fim do ano. Ele não abre, no entanto, outros números e metas dessa operação, que integra a divisão de Sales & Trading do BTG, cuja receita teve alta de 16% no primeiro semestre de 2026, para R$ 3,7 bilhões.
Zanlorenzi dá algumas pistas, porém, da evolução da ferramenta. “A ideia é que esse cliente possa plugar outras AIs de mercado na plataforma”, diz. “E temos olhado uma questão que tem crescido bastante, que é esse mercado de algotrading e como usar a IA para programar operações”.




