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HBR conclui OPA e tira a Helbor da bolsa

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A HBR Realty conseguiu tirar a Helbor da bolsa em oferta pública de aquisição de ações (OPA) realizada nesta quarta-feira, 28, na B3. Segundo fontes próximas à operação, mais de dois terços do free float aceitaram receber 0,8155 ação da HBR para cada papel da Helbor.

Somadas às ações da família Borenstein, controladora das duas companhias, as vendas superaram 80% do capital da incorporadora. A base de minoritários era concentrada em varejo e pequenas gestoras.

A oferta, de R$ 2,52 por ação, foi paga inteiramente em papéis da HBR, com relação de troca definida pela média das cotações dos 90 pregões anteriores. O BTG Pactual intermediou a operação. A adesão veio apesar de as ações da Helbor terem chegado a cair mais de 20% após o anúncio, em julho.

Com a liquidação, em 9 de novembro, a Helbor deixa o Novo Mercado e vira subsidiária da HBR, juntando a incorporação à renda recorrente de shoppings e lajes corporativas.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

A HBR Realty conseguiu tirar a Helbor da bolsa em oferta pública de aquisição de ações (OPA) realizada na quarta-feira, 28 de outubro, na B3. Segundo fontes do NeoFeed próximas à operação, mais de dois terços do free float aceitaram receber 0,8155 ação da HBR para cada papel da Helbor.

Somadas às ações da família Borenstein, controladora das duas companhias, as vendas superaram 80% do capital total da incorporadora. A adesão foi praticamente integral entre os acionistas habilitados para o leilão, em uma base concentrada em investidores de varejo e pequenas gestoras.

Com a liquidação, prevista para 9 de novembro, a Helbor deixa o Novo Mercado e passa a ser uma subsidiária da HBR. O negócio junta sob o mesmo teto duas companhias de perfis complementares: a HBR, voltada à renda recorrente com shoppings e lajes corporativas, e a Helbor, uma incorporadora.

Segundo a HBR, a combinação reduz a exposição aos ciclos da incorporação e dá acesso a um banco de terrenos concentrado em mais de 80% na cidade de São Paulo. A companhia também espera capturar sinergias com o corte de despesas gerais e administrativas e o fim dos custos de manter a Helbor listada.

Anunciada em 3 de julho, a oferta fixou um preço de R$ 2,52 por ação da Helbor, pago inteiramente em papéis da HBR, sem desembolso de caixa. Considerando 80% do valor de face que estavam dando por ação da Helbor, a operação soma pelo menos R$ 267 milhões.

A relação de troca saiu do laudo de avaliação da Apsis, que usou a média ponderada das cotações das duas companhias nos 90 pregões anteriores. Por esse critério, a Helbor valeu R$ 2,52 por ação e a HBR, R$ 3,09.

O BTG Pactual atuou como instituição intermediária da oferta e garantidor da liquidação. O Bradesco BBI foi contratado pela HBR para emitir uma fairness opinion, um parecer independente sobre a adequação dos termos. Segundo o edital, o documento respaldou o preço por ação oferecido aos acionistas da Helbor.

Para emitir os novos papéis, a HBR aprovou um aumento de capital de até R$ 334,4 milhões.

A operação dependia de duas condições simultâneas: a compra de pelo menos 50,1% do capital e a aprovação de mais de dois terços dos minoritários habilitados. Como a família Borenstein, dona de 50,1% da Helbor, só se comprometeu a vender se esse quórum fosse atingido, a decisão ficou, na prática, nas mãos dos minoritários.

A adesão contrasta com a reação inicial do mercado. Na primeira sessão após o anúncio, em 6 de julho, as ações da Helbor chegaram a cair mais de 20% durante o pregão. O preço oferecido também fica bem abaixo do valor patrimonial da incorporadora, de R$ 10,91 por ação, e do valor calculado pela própria Apsis pelo método de fluxo de caixa descontado, de R$ 3,95.

No parecer em que recomendou a adesão, o conselho de administração da Helbor argumentou que, numa permuta, o que importa é a relação de troca, e não o preço absoluto. Pelo fluxo de caixa descontado, a HBR também valeria mais, R$ 5,21 por ação, o que reduziria para 0,7582 o número de papéis entregues por ação da Helbor. Pelo patrimônio líquido, a relação cairia para 0,6206.

Na quarta-feira, 28 de outubro, as ações da Helbor fecharam a R$ 1,54 e as da HBR, a R$ 1,96.



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