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Com Haddad e Pigossi como referências, tênis feminino do Brasil se destaca nas categorias juvenis

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Tenista brasileira mais bem ranqueada acumula derrotas com apenas duas vitórias nos primeiros quatro meses de 2026

Leco Viana/Thenews2/Estadão Conteúdo, RENAN AREIAS/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO e Marcello Zambrana/CPB
Nauhany Silva, Victoria Barros e Vitória Miranda

Bia Haddad quebrou barreiras, abriu espaço para novas gerações do tênis feminino no Brasil e segue sendo o maior nome da modalidade desde Maria Esther Bueno. Porém, hoje, ela já não é mais o único nome forte. 

Ela divide a atenção com duas jovens promessas: Nauhany Silva e Victoria Barros – ambas de 16 anos -, e duas velhas conhecidas da elite profissional: Luisa Stefani, que ocupa a 10ª colocação do ranking de duplas do WTA (Women’s Tennis Association), e Laura Pigossi, atual 217ª colocada no simples. 

Bia ainda é a número 1 do Brasil – atualmente ocupa a 69ª posição -, mas vêm acumulando derrotas nas últimas temporadas. Em 2026, por exemplo, soma duas vitórias em 13 partidas disputadas. Só venceu a catari Mubarak Al-Naimi, nas qualificatórias de Doha, e a portuguesa Francisca Jorge, na estreia do Challenger de Oeiras, em Portugal. 

Enquanto Bia acumula números negativos, suas compatriotas seguem o caminho inverso. Nauhany Silva e Victoria Barros têm feito história em 2026. Com elas, pela primeira vez na história, o Brasil tem duas jogadoras no top 10 do ranking juvenil da ITF (International Tennis Federation). Victoria é a 8ª colocada e Nauhany, a 10ª. 

nana e victoria barros (1)

Victoria Barros e Nauhany Silva são as promessas do Brasil no tênis│Gaspar Nóbrega/CBT

As duas protagonizarem, pela primeira vez em 40 anos, uma final brasileira no Banana Bowl – um dos mais tradicionais e importantes torneios internacionais de tênis juvenil do mundo -, que teve Nauhany como campeã após uma vitória por 2 a 1. 

O feito a consagrou como a primeira atleta do Brasil a conquistar o torneio desde 1991. Neste ano, ela já tinha quebrado outro tabu: foi campeã do Brasil Juniors Cup e colocou o país no topo depois de 35 anos. 

Na mesma competição, também venceu a disputa em duplas ao lado da argentina Sol Larraya. A última brasileira a vencer na categoria tinha sido Luisa Stefani, em 2015, um ano antes de Nauhany nascer. 

luisa stefani campeã

Luísa Stefani conquista 15º título da carreira │ZDL/Divulgação

Se no juvenil o Brasil vem forte, quando o assunto é o profissional, Luisa Stefani é uma referência. Diferente de Bia, ela prioriza as competições em duplas e é a melhor brasileira no ranking – está no Top 10. Luisa tem 15 títulos WTA na carreira. O último conquistado foi em fevereiro deste ano, quando venceu o WTA 1000 de Dubai ao lado da canadense Gabriela Dabrowski. 

Laura Pigossi, assim como Bia, também não tem vivido seu melhor momento na carreira. A segunda melhor brasileira no ranking mundial, começou 2026 na 201ª posição, mas as oscilações neste começo de temporada fizeram ela cair. Só que a vaga alcançada na semifinal do W50 no Burundi, fez com que ela subisse 8 posições e se garantisse no qualificatório de Roland Garros.

Além de Victória e Nauhany, a base do tênis feminino brasileiro tem outro destaque: A paranaense Eduarda Gomes, de 13 anos, se tornou a campeã mais nova do Roland Garros Junior Series, conquista que fez com que ela se juntasse às conterrâneas no Grand Slam de Paris, e fosse exaltada na página oficial do Roland Garros.

 

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Brasil também é referência no tênis paralímpico

Quem também tem feito seu nome é a mineira Vitória Miranda, de 18 anos, tenista paralímpica. Fez uma temporada de 2025 brilhante: conquistou 10 títulos de simples e 8 títulos de duplas, com destaque para as vitórias em simples e duplas no Australian Open e em Roland Garros Júnior. 

vitória miranda

Vitória Miranda comemora no Parapan de Jovens Santiago 2025, Chile │Marcello Zambrana/CPB.

As conquistas a colocaram no primeiro lugar do ranking da ITF e fizeram com que fosse eleita a melhor tenista jovem de cadeira de rodas – prêmio referente à temporada de 2025. Essa foi a primeira vez que uma brasileira foi contemplada com o Prêmio Júnior do ano da ITF. Atualmente, Vitória está na 30ª colocação do ITF adulto. 

Os números e conquistas de Nauhany, Victória Barros e Vitória Miranda dão destaque para a possível nova era de ouro do tênis brasileiro feminino, além de fazer com que o ano de 2026 possa ser um ano de virada para a modalidade no Brasil, no juvenil e nas duplas, à espera de uma recuperação das brasileiras no torneio simples. 





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