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OpenAI e Microsoft partem para ‘casamento aberto’

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A OpenAI e a Microsoft decidiram repactuar sua união estável e manter um casamento aberto e mais flexível, o que permitirá à criadora do ChatGPT manter negócios com as rivais da empresa de Bill Gates.

A parceria com a Microsoft começou em 2019 com um aporte de US$ 1 bilhão, que depois se transformaria num mega investimento de mais de US$ 100 bi. Essa associação deu à OpenAI o capital e a capacidade computacional para desenvolver o ChatGPT.

Em troca, a startup deveria compartilhar seus modelos de AI com a Big Tech e usar apenas a nuvem da Big Tech, a Azure.

Com os novos termos anunciados hoje, a OpenAI agora poderá colocar seus modelos na Amazon Web Services (a AWS, a líder global em nuvem) e em outros provedores de cloud computing.

Esta mudança poderá atrair novos clientes corporativos para o ChatGPT, que no mercado empresarial tem sua liderança ameaçada pelo Claude, da Anthropic.

Segundo o TechCrunch, provavelmente a Azure continuará sendo a principal nuvem usada pela OpenAI ao longo dos seis anos de vigência do novo acordo.

Pelos termos ajustados da parceria, os produtos da OpenAI serão lançados “primeiro na Azure, a menos que a Microsoft opte por não oferecer suporte aos recursos necessários.” Mas “a OpenAI agora pode disponibilizar todos os seus produtos a clientes em qualquer provedor de nuvem.”

Em fevereiro, a Amazon anunciou que vai investir até US$ 50 bilhões na OpenAI. As ferramentas da dona do ChatGPT estarão disponíveis na Bedrock, a plataforma de AI da Amazon. Mais detalhes sobre a parceria devem ser apresentados amanhã num evento da AWS. Um dos serviços será o Frontier, uma ferramenta de agentes de AI da OpenAI.

A AWS não trabalha com um serviço único de AI. Além de ferramentas proprietárias, vende aos clientes modelos de outras companhias, como Anthropic e Meta. 

Segundo o The Information, executivos da Microsoft tinham a preocupação de que o investimento da Amazon poderia entrar em conflito com o acordo mantido com a OpenAI, apesar de um ajuste no contrato feito no ano passado que dava maior flexibilidade na distribuição de produtos. Agora, as companhias decidiram deixar claro que a fila andou – e a exclusividade ficou no passado.

O acordo revisado também remove um dos elementos mais controversos dos pactos anteriores entre as empresas, disse o Wall Street Journal. É a já famosa ‘AGI Clause’, pela qual a OpenAI poderia limitar o acesso da Microsoft à sua tecnologia futura quando seus modelos atingirem o limiar da artificial general intelligence.

“O termo ‘inteligência sobrehumana’ é polêmico e difícil de definir, sem consenso em toda a indústria,” disse o WSJ. “Microsoft e OpenAI passaram meses no ano passado em negociações tensas sobre o assunto.”

12 19 Elon Musk ok

Pelo novo acerto, a Microsoft – que já investiu US$ 135 bilhões na startup – continuará sendo o maior acionista da OpenAI, que continuará compartilhando parte de sua receita com a Microsoft até 2030, embora com novos limites. Já a Microsoft deixará de pagar revenue share  à OpenAI.

“Isso mantém a parceria mas elimina os gargalos”, disse a dona do ChatGPT num comunicado. “A Microsoft continua profundamente alinhada como acionista majoritária e parceira de infraestrutura, enquanto a OpenAI agora tem a independência para construir e escalar globalmente em nossos próprios termos.”

O anúncio ocorreu no dia em que teve início o julgamento do processo movido por Elon Musk, um dos primeiros financiadores da OpenAI, contra dois dos fundadores e principais executivos da startup: o CEO Sam Altman, o chairman Greg Brockman.

A disputa remonta à fundação da OpenAI, em 2015, como uma startup sem fins lucrativos.

Na ação civil, Musk acusa Altman e Brockman de se desviarem da missão original da empresa – que surgiu para ter modelos abertos e benefícios difusos, em vez de priorizar a rentabilidade. O processo alega que a virada de rumo ocorreu pelas costas de integrantes do conselho e do próprio Musk, que pede uma indenização de US$ 134 bilhões.

A OpenAI deverá abrir o capital este ano, com um valuation em torno de US$ 1 trilhão. Na mais recente rodada de financiamento, no mês passado, a companhia foi avaliada em US$ 852 bi post-money.

 




Giuliano Guandalini






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