Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) fechou em queda nesta quarta-feira (29), pressionado pelo clima de aversão ao risco em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio e à disparada do petróleo.
A decisão sobre os juros nos Estados Unidos também intensificou o clima de apreensão nos mercados.
O principal índice da B3 encerrou o dia em queda de 2,05%, aos 184.750 pontos e em seu sexto pregão consecutivo de perdas.
Já o dólar subiu 0,4%, de volta para o patamar de R$ 5.
O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) manteve a taxa de juros dos EUA sem alteração, mas a decisão mostrou a maior quantidade de votos dissidentes em três décadas – um sinal da uma divisão crescente sobre as perspectivas para a política monetária em meio à incerteza elevada provocada pelo conflito.
“Os três votos dissidentes são uma mensagem de que os membros do Fed têm opiniões fortes e estão divididos em relação aos riscos para ambos os lados do duplo mandato e à resposta política”, disse Priya Misra, gestora de portfólio da JPMorgan Asset Management.
A queda do mercado, “está precificando um preço do petróleo muito mais alto e um patamar um pouco mais baixo para o aumento das taxas de juros, como fica evidente pelos votos dissidentes”.
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O Brent, referência global do preço do petróleo, subiu mais de 9% e superou o patamar de US$ 120 por barril. A alta impulsionou os papéis da Petrobras (PETR4), que subiram 3,03% mas não conseguiram sustentar a alta do índice.
Na ponta negativa, a Vale (VALE3) liderou as perdas, ao cair 5,87%, pressionada também por resultados do primeiro trimestre abaixo das expectativas do mercado.
As units do Santander (SANB11) também encerram o dia em baixa de 2,65% após o balanço divulgado nesta manhã ficar abaixo das projeções.
— Com informações da Bloomberg News
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