Bloomberg — As ações globais operam próximas da estabilidade nesta quinta-feira (30), com resultados positivos das big techs que ajudaram a aliviar preocupações com a inflação, em meio à alta do petróleo ao nível mais elevado desde o início da guerra com o Irã.
Os futuros do Nasdaq 100 avançaram levemente, enquanto investidores analisavam os resultados de quatro empresas do grupo conhecido como “Magnificent Seven”. A Alphabet subiu mais de 7% no pré-mercado após superar as expectativas, enquanto a Amazon.com Inc. também avançou após seu balanço.
Já a Microsoft caiu, com o crescimento da divisão de computação em nuvem abaixo do esperado. A Meta Platforms recuou diante de preocupações com seus planos de gastos.
O petróleo Brent, referência global, chegou a subir 7,1%, superando US$ 126 por barril e atingindo o maior nível intradiário em quatro anos, antes de reduzir os ganhos. O site Axios informou que o presidente Donald Trump deve receber nesta quinta-feira um briefing sobre novos planos para uma possível ação militar no Irã, o que diminui as expectativas de um acordo de paz iminente.
Entre a alta do petróleo, um Federal Reserve dividido mantendo os juros inalterados e resultados fortes das grandes empresas de tecnologia, investidores enfrentam uma sequência de notícias voláteis. Esse cenário testa a recuperação global das bolsas, que já apagou perdas relacionadas à guerra e levou os mercados dos EUA a novas máximas.
“As ações estão pressionadas entre a escalada das tensões no Oriente Médio e dados sólidos de resultados corporativos”, disse Wolf von Rotberg, estrategista de ações do Bank J Safra Sarasin Ltd.. “Se o petróleo se aproximar de US$ 150 por barril, o impacto sobre o consumidor nos EUA tende a crescer, o que pode marcar um ponto de inflexão para os mercados acionários. Portanto, um acordo é necessário para sustentar a alta nos próximos meses.”
Em outros mercados, o iene avançou frente ao dólar após a ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, afirmar que se aproxima o momento de adotar medidas mais contundentes no câmbio. Os Treasuries se estabilizaram após a disparada do petróleo e a decisão mais dura do Federal Reserve de manter os juros terem pressionado os títulos.
🔘 As bolsas ontem (29/04): Dow Jones Industrials (-0,52%), S&P 500 (-0,04%), Nasdaq Composite (+0,04%), Stoxx 600 (-0,60%), Ibovespa (-2,05%)
Veja a seguir outros destaques desta manhã de quinta-feira (30 de abril):
– Novo limite para o BB. Acionistas do Banco do Brasil aprovaram elevar o limite de capital para R$ 150 bilhões, dos atuais R$ 120 bilhões, diante da pressão da inadimplência no crédito agrícola. O banco não pretende levantar recursos no curto prazo e vê a medida como preventiva, segundo fonte ouvida pela Bloomberg News.
– Mudanças na Puma. A empresa nomeou Mark Langer como seu novo diretor financeiro e divulgou os lucros do primeiro trimestre ligeiramente acima das estimativas, à medida que a marca esportiva alemã avança em seus esforços de recuperação. Langer sucederá Markus Neubrand a partir de 1º de maio.
– Brasil impulsiona Unilever. As vendas da companhia cresceram 3,8% no 1º trimestre, acima das expectativas, impulsionadas por mercados emergentes como Índia e Brasil, que compensaram o resultado nos EUA. O CEO Fernando Fernandez aposta na simplificação da operação, com no foco em beleza e bem-estar.
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— Com informações da Bloomberg News.
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