Marília – O comércio perde empregos formais nas três principais cidades do Oeste Paulista e lideranças do setor em Marília apontam desafios que vão da concorrência internacional à economia e legislação.
Na cidade, o setor acumula redução de 165 vagas formais, conforme mostra o Caged, cadastro do Ministério do Trabalho. Em março, por exemplo, foram 49 demissões a mais que as admissões.
Contudo, o volume de empregos também caiu em Bauru, que teve saldo negativo de 140 vagas no ano. Além disso, Presidente Prudente registrou 43 demissões acima das contratações em 2026.
Nas duas cidades, aliás, o cenário se manteve apesar de resultados positivos em março. Ou seja, o começo do ano foi forte em desemprego
Tudo isso em cenário de saldos positivos em outros segmentos, como Serviços, Indústria ou Construção.





O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Marília, Pedro Pavão, aponta diferentes causas para demissões. Mas pede atenção do poder público ao setor.
Insegurança e mais fatores
“O comércio tem setores que nem se recuperaram da pandemia. Enfrenta custo de aluguel e até problemas, de mobilidade do consumidor. Tem uma concorrência brutal de importados, uma economia do país que não dá segurança.”
Afirmou que a categoria tem demandas históricas em mudança de legislação, reforma administrativa do Estado e tributação. Além disso, defende incentivos locais como incentivo à liberdade econômica e urbanização.
A diretoria da Acim (Associação Comercial e de Inovação de Marília) destaca o desafio online, mas também cita demandas econômicas.
Juros altos, níveis de endividamento e perda de poder de consumo e insegurança são alguns dos fatos.


“O aumento de combustíveis, como o que ocorre em razão da guerra, impacta muito no bolso do consumidor. Além disso, gera apreensão e redução de consumo”, diz o presidente da Acim, Carlos Francisco Bittencourt Jorge.
Leis e alto custo
O superintendente da entidade, José Augusto Gomes, destaca ainda a legislação e custos que pressionam, lojas. Com mais contas, o comerciante reduz gastos.
“Há ainda dificuldade com a contratação e formação de mão de obra especializada, especialmente em vendas.”
Os dirigentes citam o excesso de tributação com efeitos em cascata como perda do poder de compra e produtos mais caros.
“E em meio a tudo isso, ilegalidade na importação de produtos e a falta de fiscalização sobre produtos falsificados.”




