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A Lime, startup americana de bicicletas elétricas com a Uber como investidora, solicitou um IPO na Nasdaq, visando um valor de mercado de US$ 2 bilhões.
A empresa, que operou no Brasil entre julho de 2019 e janeiro de 2020, deixou o país buscando “sustentabilidade financeira” após seis meses.
Atualmente, a Lime atua em 250 cidades em 31 países, com a única operação na América Latina em Santiago, no Chile.
Apesar de um crescimento de 29% na receita em 2025, a empresa acumula prejuízo desde sua fundação em 2017.
A Lime levantou US$ 170 milhões em 2020, com uma avaliação de US$ 510 milhões, e a Uber detém mais de 10% da empresa. A integração com a Uber gerou 14% da receita total da Lime no último ano.
A empresa enfrenta desafios no setor de micromobilidade, onde muitas operadoras lutam contra dificuldades regulatórias locais para poder operar. Uma das concorrentes, a Bird, pediu falência em 2023.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
A Lime, startup americana de bicicletas elétricas e que tem a Uber como investidora, entrou com pedido de oferta pública inicial de ações (IPO) na Nasdaq, nos Estados Unidos. A Neutron Holdings, controladora da empresa, protocolou o formulário na sexta-feira, 8 de maio, segundo informou o Financial Times.
A perspectiva da companhia, que deve operar na bolsa com o ticker LIME, é de alcançar um valor de mercado de US$ 2 bilhões. Antes da pandemia da Covid-19, a empresa chegou a ter um valuation de US$ 2,4 bilhões.
No Brasil, a companhia iniciou a operação em julho de 2019, justamente antes do período de isolamento social, mas com o formato de aluguel de patinetes elétricos em São Paulo e no Rio de Janeiro.
A chegada ocorreu no auge da entrada de outros grupos responsáveis por operações de locação de scooters e bikes elétricas, como a Green e a Yellow, que passaram a ter equipamentos em várias cidades do Brasil.
Só que, seis meses depois, em janeiro de 2020, a Lime anunciou que estava deixando as cidades brasileiras, com a justificativa da busca pela “sustentabilidade financeira”.
Na ocasião, a empresa também deixou de operar em outros dez municípios no mundo, como Buenos Aires, Lima e Montevidéu, demitindo cerca de 100 funcionários. Hoje, a empresa opera em 250 cidades em 31 países, a maior parte na Europa e nos Estados Unidos. A única na América Latina atualmente é Santiago, no Chile.
De acordo com o documento da companhia, o Goldman Sachs e o JPMorgan Chase são os principais bancos responsáveis pela subscrição do IPO. O movimento pode marcar uma virada da Lime e para todo o setor de micromobilidade, que tem lutado para superar desafios regulatórios locais e a dificuldade de conseguir investidores. A maior parte delas opera em prejuízo.
A Bird, uma operadora americana concorrente da Lime, entrou com pedido de falência em 2023 após sofrer perdas financeiras. A empresa já foi avaliada em mais de US$ 2 bilhões.
Os resultados anuais mais recentes da Lime, divulgados em seu prospecto na Nasdaq, mostraram que sua receita cresceu 29% em relação ao ano anterior, atingindo US$ 886 milhões em 2025, mas o prejuízo aumentou 75%, para US$ 59,3 milhões, no mesmo período.
A empresa tem apresentado fluxo de caixa livre positivo nos últimos três anos, gerando US$ 103,8 milhões em 2025, e sua margem bruta melhorou de 32,4% em 2023 para 39% no ano passado.
No entanto, a Lime alertou que vem acumulando perdas líquidas todos os anos desde sua criação, em 2017, e que a empresa pode “não conseguir atingir ou manter a lucratividade no futuro”. Disse, ainda, que suas despesas “provavelmente aumentarão” à medida que se expande para novas cidades e investe mais em marketing.
O grupo, que tem como CEO o ex-executivo da Uber Wayne Ting, agora busca se reerguer após a pandemia, quando os serviços foram severamente reduzidos e a empresa foi forçada a suspender as viagens em muitos países, a exemplo do mercado brasileiro.
Em maio de 2020, a Lime levantou US$ 170 milhões, com uma avaliação de US$ 510 milhões. A rodada foi liderada pela Uber e contou com o apoio da Alphabet e da Bain Capital.
Esse valor representou uma queda significativa em relação à rodada de 2019, quando a empresa levantou US$ 310 milhões e alcançou uma avaliação de US$ 2,4 bilhões.
O acordo de 2020 também incluiu a aquisição da Jump, a divisão de bicicletas e patinetes elétricos da Uber. De acordo com o documento, a Uber detém mais de 10% da Lime.
A integração entre as empresas, que permite que os veículos da Lime sejam alugados pelo aplicativo da Uber, representou cerca de 14% da receita total da Lime no ano passado. De acordo com o documento, a empresa de venture capital Andreessen Horowitz é a segunda maior acionista da Lime, depois da Uber, com uma participação superior a 5%.
“A Lime foi fundada numa ideia simples, mas radical: as pessoas e as cidades merecem um futuro onde o transporte seja partilhado, acessível e livre de carbono”, escreveu Ting, em uma carta que integra o prospecto do IPO.
No mundo, a empresa compete com várias startups, como as europeias Voi e Dott, e a britânica Forest. Também compete com a Motivate, da plataforma de transportes Lyft, que opera o serviço Citi Bike, de Nova York.




