O museu do Louvre não se atentou aos seus problemas de segurança pelo menos nos últimos 9 anos. É o que afirmou uma Comissão Parlamentar de Inquérito da França nesta quarta-feira (13).
A CPI foi criada em dezembro para investigar falhas de segurança nos museus franceses após o roubo no Louvre, em outubro de 2025, de joias da Coroa do século XIX, avaliadas em mais de US$ 100 milhões (R$ 489 milhões).
Segundo a AFP, que teve acesso ao documento da comissão, o grupo de parlamentares identificou que as “deficiências em termos de segurança” no Louvre já eram “conhecidas” por meio de uma série relatórios, incluindo duas auditorias, uma de 2017 e outra de 2019.
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O documento afirma que as falhas de segurança foram “deixadas em segundo plano, atrás dos objetivos de projeção e influência, transformados em prioridades”. Vale lembrar que o museu recebe milhões de visitantes todos os dias.
O presidente da CPI, deputado Alexis Corbière, afirmou que a “falha de controle” do Ministério da Cultura francês em relação às decisões da direção do museu se devem ao fato de que os diretores são nomeados pelo presidente da França, Emmanuel Macron.
Para Corbière, os dirigentes do Louvre deveriam ser escolhidos pelo conselho de administração.
O documento ainda recomenda um aumento dos recursos do fundo de segurança criado pelo Ministério da Cultura, que atualmente conta com € 30 milhões (R$ 172 milhões) para reforçar a proteção dos museus.
A CPI também sugere aumentar o número de agentes de segurança efetivos e seus salários.
Roubo do Louvre teve como alvo joias reais
O Museu do Louvre, na França, foi assaltado à luz do dia em 19 de outubro de 2025, quando quatro pessoas fugiram com joias reais no valor de US$ 102 milhões.
Os oito itens de joalheria roubados incluem uma tiara e brincos do conjunto da rainha Marie-Amélie e da rainha Hortense, do início do século XIX.
Quatro ladrões invadiram o Louvre usando um guindaste para quebrar uma janela e, em seguida, ameaçaram os guardas, que precisaram evacuar as instalações. Após o roubo, fugiram em motos.
O episódio levantou dúvidas sobre a credibilidade do museu mais visitado do mundo como guardião de suas inúmeras obras. A nova direção do museu indicou que instalará 100 câmeras externas até o final de 2026 como parte das medidas para reforçar a segurança após o assalto.
Embora os investigadores tenham acusado quatro suspeitos de envolvimento no ataque, os tesouros ainda não foram recuperados.
Autoridades admitiram que a cobertura das câmeras de segurança das paredes externas do museu era inadequada e que não havia cobertura da varanda envolvida no assalto.




