Marília – A Prefeitura de Marília instaurou nesta sexta-feira um processo administrativo para investigar conduta de um motorista socorrista suspeito de assédio a uma mulher com deficiência mental durante transporte de atendimento.
O caso chegou à Ouvidoria da prefeitura em março com denúncia da mãe depois de perceber mudanças no comportamento da filha. Ela constatou, inclusive, mensagens inadequadas pelo celular.
O caso tramita com sigilo de informações, sem detalhes sobre a idade, o serviço prestado ou a frequência em que a vítima utiliza o transporte.
Mas aportaria que instaura o processo apresenta informações importantes. Por exemplo, não há detalhes para datas em que o contato ocorreu, mas as fichas de transporte mostram atendimento em fevereiro deste ano.
A mulher contou que orientou a filha a bloquear o contato e que depois de alguns questionamentos a jovem contou a abordagem pelo motorista. Não há detalhes sobre a conduta ou teor das mensagens.
Mas o próprio motorista disse em depoimento que mantinha contato com usuária do serviço e em diversas conversas por telefone.
Disse também que as conversas alcançaram “um teor inadequado” que provocou o bloqueio, conforme a publicação.
“Essa confessa proximidade do motorista com a usuária indica – por si só – comportamento avesso à ética e à disciplina, nos termos da legislação municipal”, diz a portaria.
O documento destaca ainda que a condição da vítima agrava o quadro. Conforme o relato da comissão, ela “apresenta deficiência mental que, segundo informações da genitora, reduz severamente sua idade mental”.
O procedimento na prefeitura é administrativo, ou seja, trata apenas da relação como servidor público e pode resultar em pena de demissão.




