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FMC acelera em biológicos com laboratórios volantes no campo

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Mesmo em tempos difíceis, a FMC manteve o pé no acelerador para crescer no mercado de biológicos brasileiro.

Para esta safra, a empresa criou uma equipe de campo dedicada exclusivamente à linha de biológicos com o objetivo de gerar demanda. Contratados no ano passado, os 30 profissionais estão percorrendo o interior do País em veículos equipados com pequenos laboratórios. O objetivo é oferecer ao produtor um diagnóstico em tempo real das lavouras.

“Esse serviço que estamos proporcionando é para dar um respaldo técnico das recomendações e depois medir a eficiência, mostrando para ele, in loco, a performance do produto”, disse Alexandre Frateschi, diretor de negócios de Plant Health da FMC para a América Latina, ao The AgriBiz.

Desde 2024, a FMC dobrou o seu portfólio de biológicos, mantendo agora cerca de 15 produtos no portfólio. Na safra 2025/26, conquistou a liderança no mercado de bionematicidas para a soja com o Presence Full, segundo pesquisa recente da Kynetec.

Para este ano, a principal aposta é o Sofero Fall, produto a base de feromônios que age no sistema comportamental da lagarta do cartuxo, a principal dor de cabeça dos produtores de milho, para evitar a reprodução.

Outras tecnologias disponíveis para combater a praga, como inseticidas e biotecnologia, têm enfrentado desafios de performance — um problema que os feromônios buscam resolver.

Lançado nos últimos meses do ano passado, o Sofero Fall foi utilizado em cerca de 100 mil hectares de milho na safra de milho, com resultados “muito positivos”, nas palavras do executivo.

Alexandre Frateschi, diretor de negócios de Plant Health da FMC para a América Latina | Crédito: DIvulgação

Para Frateschi, a demanda por produtos biológicos tende a ser menos impactada pelo cenário desafiador do mercado de insumos, marcado pela queda nas margens dos agricultores e por uma forte restrição de crédito.

“O produtor que já tem integrado o manejo dos biológicos vai continuar usando, porque ele vê um bom custo-benefício nessa utilização”, disse.

A expectativa é que a área tratada com biológicos continue crescendo no Brasil, mas o agricultor será mais seletivo em relação à performance, acrescentou. “Ele está fazendo contas e não pode arriscar em produtos duvidosos ou que ele não conheça.”

Sob o ponto de vista de preços, Frateschi acredita que a intensidade da queda dos valores praticados nos produtos biológicos — que achatou as margens das empresas do setor — deve diminuir.



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