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uso de telemetria melhora atitude de motociclistas

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Dados extraídos a partir da ferramenta de telemetria da 99 (Android, iOS) apontam que a maioria dos motociclistas conseguem corrigir comportamentos de risco após receber alertas preventivos de restrição no aplicativo.

O projeto da empresa estipula que o motociclista deve melhorar a forma como conduz em cinco movimentos em que a telemetria é capaz de detectar: limite de velocidade; aceleração; frenagem; curvas acentuadas; e mudança de faixa. De uma forma geral, o condutor deve atingir 60% nesses quesitos para ser considerada uma condução sem riscos.

Caso esteja abaixo deste percentual, ele terá 15 dias para compensar e atingir a meta mínima. Caso contrário, ficará cinco dias sem receber corridas. O profissional é alertado em todas as etapas do processo. No momento de comunicação que a 99 dá os 15 dias de prazo para melhorar, 30% dessa base consegue e chega ou ultrapassa a marca de 60%, ou seja, não precisa receber a restrição.

E, se a pessoa recebe a penalidade – a primeira é não receber corridas por cinco dias – 60% dessa base melhora a direção e consegue chegar à meta. Os dados são do Relatório de Direção da empresa e foram divulgados em evento no Rio de Janeiro nesta quinta-feira, 21.

“Estamos sempre mandando comunicações educativas e é essa a nossa ideia com o projeto, de trazer mais informação e mais visibilidade para que o motociclista tenha um comportamento preventivo”, explicou Maria Luiza Marcolan, gerente sênior e líder para a frente de prevenção e percepção de segurança na 99 em conversa com jornalistas.

“São resultados que mostram para a gente todo esse planejamento de ter uma estratégia preventiva, de fazer com que as pessoas mudem de comportamento, porque esse é o objetivo do Relatório de Direção. Realmente tem funcionado não só com a comunicação, mas com as medidas de restrição”, completou Marcolan.

A ferramenta da 99

A telemetria é um SDK integrado ao app da 99 e funciona tanto para entregas quanto para 99Motos, ou seja, com transporte de passageiros.

O sistema de telemetria foi lançado em novembro de 2025 para motociclistas do Rio de Janeiro e, em janeiro, expandiu para o resto do Brasil.

Ainda não é possível saber sobre avanço de semáforo vermelho, se o condutor está andando na calçada ou na contramão, mas a 99 estuda maneiras de inserir essas métricas na telemetria.

“São pontos que estão na nossa lista de tarefas. Queremos criar um modelo que consiga detectar esses comportamentos. É um pouco mais complicado, mas a gente chega lá”, completou a gerente.

Outros dados

A 99 aposta que a ferramenta está mudando o comportamento do profissional. Segundo análise da empresa, no Rio de Janeiro, o melhor resultado foi registrado em março, quando 82% dos motociclistas passaram a dirigir de forma mais segura depois de receberem o alerta. Em janeiro deste ano, o índice foi de 48% e, em fevereiro, a taxa de melhora foi de 14%, mas o volume de motociclistas notificados por comportamentos imprudentes foi o menor de todos: apenas 0,03% do total de condutores parceiros na cidade.

Quando os dados são expandidos para o Brasil como um todo, o índice de correção de comportamentos chegou a mais de 80% em março. Neste caso, os motociclistas foram alertados pelo app e melhoraram sua condução no mesmo mês. Nos outros meses, os índices foram de 31% em janeiro e 7% em fevereiro.

O sistema utiliza os sensores do próprio smartphone do condutor, como GPS e giroscópio para identificar cinco aspectos da pilotagem: limite de velocidade, aceleração, frenagem, curvas acentuadas e mudança de faixa. Ao detectar alterações no comportamento de direção, a ferramenta oferece recomendações personalizadas para uma pilotagem mais segura, oferecendo educação no trânsito.

O motociclista também recebe uma análise detalhada dos pontos onde foram identificados os comportamentos de risco e uma nota de desempenho, considerando as corridas realizadas nos últimos 30 dias. Desde a implementação integral do sistema, a média dos motociclistas parceiros ativos no Rio de Janeiro é de 91%, enquanto no cenário nacional, esse índice se manteve acima de 93%.

Crédito da foto principal: divulgação/99

 

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