Marília – Um tabu histórico de Marília está prestes a cair: avança na cidade a implantação do primeiro aterro com licenciamento regular para descarte de resíduos de construção civil por caçambeiros.
O investimento encaminhada uma demanda ambiental que provocou, inclusivce, discussão judicial com a Cetesb e anos sem solução. Além disso, combina os investimentos públicos com a Amelca (Associação Mariliense das Empresas de Locação de Caçamba).
Definição da área, aprovação do projeto e superação da demanda judicial envolveu secretarias do Meio Ambiente e Serviços Públicos e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
O prefeito Vinicius Camarinha disse que o início das operações do aterro trará impactos diretos no dia a dia da população, bem como no futuro da cidade.

“Resolver esse problema é, antes de tudo, garantir mais qualidade de vida para as famílias de Marília. Uma cidade que cuida do seu entulho de forma organizada evita descartes irregulares nos bairros, diminui a proliferação de insetos e limpa o visual urbano.”
Encontrar a área ideal e conseguir todas as autorizações não foi uma tarefa simples. O processo exigiu desde análises da Cetesb até o aval Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Isso porque a cidade foi parte de grande região indígena, com possibilidade de eventuais sítios arqueológicos.


O secretário do Meio Ambiente e Serviços Públicos, Mário Rui Andrade de Moura, pontuou o tamanho dessa conquista para o município.
“Estamos dando um passo definitivo para que a cidade cresça com responsabilidade ecológica. Inclusive com projeto modelo para outros municípios da região que enfrentam o mesmo desafio.”
A abertura desse novo aterro significa também o fim das atividades em antiga área improvisada ao lado da vicinal de acesso ao distrito de Avencas.




