14 C
Marília
HomeCiência & TecnologiaApple apresenta nova Siri com IA, mas atrasará na China e UE

Apple apresenta nova Siri com IA, mas atrasará na China e UE

spot_img


A Apple apresentou nesta segunda-feira, 8, uma versão atualizada de sua assistente pessoal, a Siri. Contudo, a companhia informou que o lançamento acontecerá primeiro nos Estados Unidos, em inglês, por meio de atualizações de seu sistema operacional, mas não deve chegar à China por enquanto e, na Europa, será parcial, neste primeiro momento.

“Inicialmente, a Siri AI não estará disponível na União Europeia (UE) para iOS e iPad OS. Estamos trabalhando em uma solução que preserve a privacidade e a segurança dos nossos usuários”, disse Craig Federighi, vice-presidente sênior de engenharia de software da empresa. “Na China, a Siri AI e os outros recursos de IA da Apple não estarão disponíveis enquanto trabalhamos para atender aos requisitos regulatórios”, completou em apresentação na WWDC 2026.

Em comunicado enviado à imprensa logo após o término da apresentação principal no evento de desenvolvedores, Federighi atribuiu à Lei de Mercado Digitais (DMA) e os seus reguladores pelo problema. O executivo afirmou que a recusa dos europeus em um diálogo construtivo sobre soluções que preservem a segurança e a privacidade dos clientes deixa a Apple sem um cronograma para lançar a IA em seus tablets e smartphones no velho continente. Mas a IA chegará aos outros sistemas operacionais, MacOS, VisionOS e WatchOS.

Apple x União Europeia

Apple, Siri, AI, regulação, inteligência artificial, Apple Intelligence, Europa, UE, China

Craig Federighi, VP sênior de engenharia de software da Apple (reprodução: WWDC 2026)

A Apple é considerada pelo DMA um gatekeeper pelo seu importante domínio de mercado em sistemas operacionais e lojas de apps móveis na UE. Com essa caracterização, a companhia é obrigada a abrir mais o seu ecossistema, em ações como:

  • A permissão para abertura de novas lojas de apps.
  • Sideloading (download de apps sem passar pela App Store).
  • Menos restrições de pagamentos aos desenvolvedores.
  • Maior interoperabilidade em seus sistemas.

Esse último ponto é o que mais complica na visão da Apple, pois a empresa seria obrigada a abrir os recursos de seus sistemas operacionais para os concorrentes, o que inclui a sua inteligência artificial, a Apple Intelligence. Na visão da fabricante de iPhones e iPads, tal ação enfraquece a segurança dos dispositivos e dos seus usuários:

“De acordo com os reguladores da UE, o DMA exige que a Apple conceda a qualquer sistema de IA acesso praticamente irrestrito ao dispositivo do usuário, bem como a capacidade de agir de forma autônoma com base nesse acesso, sem a visibilidade e o controle contínuos do usuário. Isso inclui a capacidade de ler e enviar mensagens, fazer compras, acessar arquivos e executar ações em qualquer aplicativo. Pesquisadores de segurança já demonstraram que sistemas de IA podem ser sequestrados para roubar dados pessoais — como senhas e fotos — e para alterar permanentemente arquivos e configurações de contas sem o consentimento do usuário. À medida que os sistemas de IA adquirem mais recursos, esses riscos aumentam rapidamente em frequência e alcance”, diz trecho do material enviado à imprensa.

Como uma forma de permitir que os usuários europeus acessem parte dos recursos da Siri AI, a Apple criou o Trusted System Agent, um intermediário para a região. Além disso, a Apple compartilhou um plano gradual para implementação da IA em 18 meses, mas a Comissão da UE rejeitou a proposta.

Sobre a China, região que registrou crescimento de 28% contra 15% da Europa no primeiro trimestre de 2026, impulsionado por vendas do iPhone 17, Federighi não teceu nenhum comentário além da fala no evento.

Siri e Apple Intelligence

Apple, Siri, AI, regulação, inteligência artificial, Apple Intelligence, Europa, UE, ChinaApple, Siri, AI, regulação, inteligência artificial, Apple Intelligence, Europa, UE, China

Mike Rockwell, VP de engenharia da Siri (reprodução: WWDC 2026)

Rebatizada como Siri AI, o serviço ganha app dedicado e passa a ser fortalecido pela nova arquitetura da Apple Intelligence em todos os sistemas operacionais da companhia: iOS, MacOS, Vision OS, iPadOS e WatchOS.

E funciona nos produtos da Apple: iPhone, Apple Watch, CarPlay e AirPods.

Por sua vez, a Apple Intelligence é baseada em modelos de fundação, um orquestrador de sistema e uma experiência integrada. Nesta nova etapa, a IA da Apple passa a contar com o Google Gemini, o que permite que a assistente trabalhe em formato multimodal com funções em voz, texto e visão computacional. Todo esse arcabouço rodará parte nos dispositivos dos usuários e parte na nuvem da Apple.

Entre as novas funcionalidades da Siri AI estão:

  • Capacidade de inteligência visual, conhecimento do mundo e compreensão contextual;
  • Recursos de voz, vide controle de velocidade, tom e aprimoramento da dicção;
  • Ajuda nas buscas, criação de texto e de mensagens no iMessage;
  • Computação visual com reconhecimento de imagens, documentos e objetos com a câmera ou imagem via Siri Mode;

Importante dizer, a Apple Intelligence ainda traz capacidades através dos apps da Apple, como:

  • Agrupamento por tópicos de abas e notificações de mudanças em sites no Safari;
  • O aplicativo de Senhas poderá mudar automaticamente senhas vazadas com o comando do usuário;
  • A função Call Context que busca nos apps informações e bilhetes de viagem do consumidor;
  • Novas funções de edição e criação de imagem com IA;
  • Resumo de vídeos e de notificações no app Home.

O app de atalhos permitirá que o usuário automatize tarefas apenas escrevendo em seu prompt, como ‘acenda as luzes da casa quando eu estiver a um quarteirão’, e a tarefa será feita.

Para desenvolvedores, o Apple Intelligence recebe a opção de Agent Coding, uma opção dentro do XCode que permite realizar tarefas de codificação de apps automatizadas com modelos da Anthropic, Google ou OpenAI.

Disponibilidade

Apple, Siri, AI, regulação, inteligência artificial, Apple Intelligence, Europa, UE, ChinaApple, Siri, AI, regulação, inteligência artificial, Apple Intelligence, Europa, UE, China

Exemplo de computação visual na Siri AI (reprodução: WWDC 2026)

O Siri AI está disponível para testes de desenvolvedores e apenas em inglês nesta segunda-feira, 8, assim como os novos sistemas operacionais: iOS 27; MacOS 27, Golden Gate; WatchOS 27; iPadOS 27. Para o público em geral, a Siri AI chega até o final do ano.

A Siri AI com Apple Intelligence funcionará nos seguintes devices:

  • Celulares: iPhone 16 ou posterior, iPhone 15 Pro e iPhone 15 Pro Max;
  • Tablets: iPad mini (A17 Pro), modelos de iPad com M1 ou posterior;
  • Computadores: MacBook Neo (A18 Pro), modelos de Mac com M1 ou posterior;
  • Outros dispositivos: Apple Vision Pro, Apple Watch Series 10 ou posterior, Apple Watch Ultra 2 ou posterior e Apple Watch SE 3 quando emparelhado com um iPhone com Apple Intelligence ativado nas proximidades.

Em sua apresentação, Federighi disse ainda que o uso da IA terá limite diário, algo que poderá ser ampliado com assinatura do iCloud+ que está em US$ 1 por mês atualmente. Coincidência ou não, o Google anunciou nesta segunda-feira a redução dos valores do Google AI Plus, de US$ 8 para US$ 5 por mês nos EUA.

 

*********************************

Receba gratuitamente a newsletter do Mobile Time e fique bem informado sobre tecnologia móvel e negócios. Cadastre-se aqui!

Siga o canal do Mobile Time no WhatsApp!

As ilustrações das matérias são produzidas por Mobile Time com IA



Fonte Link

spot_img
spot_img
Fique conectado
16,985FansLike
2,458FollowersFollow
61,453SubscribersSubscribe
Deve ler
spot_img
Notícias Relacionadas
spot_img