Ler o resumo da matéria
A Revolut, fintech britânica, planeja uma oferta secundária de ações em junho, visando a arrecadar pelo menos US$ 750 milhões e alcançar um valuation de US$ 115 bilhões, 53% a mais que seu último valor de US$ 75 bilhões.
Isso a tornaria duas vezes mais valiosa que o Nubank, avaliado em US$ 58 bilhões. Embora o Nubank tenha quase o dobro de clientes, o Revolut lidera em volume de depósitos e apresenta um tíquete médio de depósitos significativamente maior.
A Revolut registrou um crescimento anual de receita de 49%, superando os 37% do Nubank. A oferta será liderada pela Glade Brook e outros investidores, com a expectativa de que a captação não termine antes de agosto.
Com a operação, a empresa se tornará o primeiro “centicórnio” da Europa. Recentemente, a Revolut solicitou uma licença bancária nos EUA e nomeou um novo CEO para o mercado americano.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
A fintech britânica Revolut planeja, ainda em junho, uma oferta secundária de vendas de ações, de pelo menos US$ 750 milhões, em um plano para que o valuation alcance US$ 115 bilhões.
Com isso, o valor de mercado da empresa teria um aumento de 53% sobre a última venda secundária, em novembro do ano passado, quando passou a valer US$ 75 bilhões.
Na ocasião, a fintech fundada por Nikolay Storonsky contou com aportes de investidores como a Coatue, a Andreessen Horowitz e NVentures, braço de venture capital da gigante Nvidia.
Relatório do BTG Pactual mostra que, com este movimento, o banco digital europeu passaria a ter um valor de mercado duas vezes superior ao do Nubank, hoje avaliado em US$ 58 bilhões na Bolsa de Nova York.
“Isso é particularmente relevante porque Revolut e Nubank vêm sendo cada vez mais comparados como duas das maiores plataformas globais de bancos digitais, embora ainda possuam modelos de negócios diferentes”, diz o documento, assinado pelos analistas Eduardo Rosman, Ricardo Buchpiguel e Antonio Pascale.
“O Nubank continua sendo mais focado em crédito e na América Latina, enquanto o Revolut possui um perfil mais global e mais leve em capital”, complementa o relatório.
Na prática, o banco digital inglês, segundo o documento, seguirá monetizando serviços de câmbio, pagamentos, assinaturas, investimentos, criptomoedas e contas empresariais.
Na comparação feita pelos analistas do BTG sobre os dois bancos, há vitórias para cada lado, a depender da linha consultada. Com bases nos números de 2025, o Nubank tem quase o dobro de clientes (131 milhões), contra 63,8 milhões do Revolut.
Mas, no volume de depósitos total, o banco europeu lidera, com US$ 65,3 bilhões. A fintech fundada por David Vélez, Cristina Junqueira e Edward Wible fechou o ano passado com US$ 41,9 bilhões.
No tíquete médio de depósitos, ainda segundo o levantamento do BTG, o Revolut é 220% superior: US$ 1.024, contra US$ 320. Na carteira de crédito, o Nubank dispara, com US$ 32,7 bilhões, ante US$ 2,9 bilhões reportados pelo Revolut.
No crescimento anual da receita, o banco da Inglaterra registrou 49%, e o Nubank, 37%. E, ainda que a fintech brasileira tenha um lucro líquido maior, o Revolut registrou alta de 68%, contra 46% de alta do Nubank.
Ainda na visão dos analistas, com o valuation de US$ 115 bilhões, o Revolut passaria a ter um preço/lucro de 67,8x, indicador 231% superior ao do Nubank, com P/L de 20,5x.
A análise do BTG Pactual explica parte do interesse crescente pelas ações da fintech europeia. Segundo informou o site The Information, há muitos investidores dispostos a fazer ofertas superiores a US$ 100 milhões no processo do Revolut, que deve começar formalmente no dia 15 de junho.
A perspectiva, segundo fontes consultadas pelo portal, é que a rodada de captação não seja finalizada antes de agosto.
A captação secundária será liderada pela Glade Brook, investidora atual da Revolut e detentora de outros investimentos em tecnologia financeira, como Stripe e Ramp. Outros investidores da Revolut incluem Andreessen Horowitz, Tiger Global, SoftBank e TCV.
Em setembro de 2025, o NeoFeed conversou com o fundador, em Londres, que contou sobre a estratégia global de crescimento da fintech, incluindo o avanço no mercado brasileiro.
“Investimos em produtos a todo momento e mais cedo ou mais tarde nossos produtos serão muito melhores comparados a qualquer banco local de qualquer país”, disse Storonsky, na ocasião.
A Revolut tem sido uma das inúmeras startups relevantes que, por enquanto optaram por vendas privadas de ações, em vez de migrar direto para a oferta pública inicial de ações (IPO). A expectativa da empresa é que a abertura de capital não ocorra antes de 2028.
Uma vez finalizada a rodada, a fintech seria o primeiro “centicórnio” da Europa, empresa de capital fechado avaliada em mais de US$ 100 bilhões. Seria cem vezes o tamanho de um “unicórnio”.
Também tornaria Storonsky uma das pessoas mais ricas da Europa. Recentemente, ele afirmou que sua participação acionária chegaria a 29%. Hoje ele tem cerca de 25%.
Em março, a empresa solicitou uma licença bancária nos Estados Unidos e nomeou o executivo Cetin Duransoy como novo CEO americano. O lucro no ano passado foi US$ 2,3 bilhões, e a receita, US$ 5,8 bilhões.
Os números da empresa a colocam como uma das candidatas a IPO mais aguardados da Europa para os próximos anos.
De qualquer forma, os últimos casos de abertura de capital de fintech não foram muito bem sucedidas. As ações da sueca Klarna, por exemplo, caíram 56% desde seu IPO nos Estados Unidos, em setembro do ano passado.




