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Platform Builders cria orquestração de múltiplas IAs

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A Platform Builders desenvolveu um modelo de arquitetura tecnológica centrado em inteligência artificial privada e na orquestração de múltiplas IAs. A ideia é transformar a ferramenta em uma infraestrutura central do negócio, e não apenas em soluções isoladas, tal como um cérebro que comanda o resto do corpo. O principal objetivo dessa abordagem é preservar o conhecimento corporativo no “CNPJ” da empresa através de uma memória institucional digital, reduzindo o risco de que saberes estratégicos se percam quando colaboradores deixam a organização. A proposta visa transformar dados em ações operacionais práticas, fazendo com que a IA atue ativamente, em tempo real, em vez de ser apenas uma ferramenta de consulta.

A empresa usa diferentes tipos de IAs: machine learning, visão computacional, LLMs são algumas que estão em seu portfólio. “A gente escolhe a IA mais adequada para resolver o problema do cliente”, explica Adilson Capote, CRO da Platform Builders em conversa com Mobile Time. “A abordagem é sempre essa e não nos preocupamos com o hype”, afirma.

Gustavo Serafim, CGO da companhia, explica que a empresa usa uma combinação de modelos de IAs generativas com modelos mais analíticos e preditivos.

“A Platform Builders surge para a criação de plataformas digitais e a infraestrutura para promover a transformação digital nas empresas, o que inclui a criação de data lakes, integrações definidas, entre outras soluções. Nos dias de hoje, com a IA precisando trazer resultado, é uma combinação de casos de uso associados a outcomes, ou seja, savings e geração de receita, por exemplo. São objetivos bem definidos, mas também uma fundação, uma camada semântica capaz de trazer uma visão única para essas aplicações. E dentro da camada semântica, existem LLMs diversos”, resume o executivo.

O LLM ajuda a entender alguns mecanismos, como aqueles de complexidade baixa ou mediana. O orquestrador da Platform Builders é responsável pela tomada de decisão. “Ou seja, a gente ajuda a criar uma estrutura para tirar o melhor proveito dos LLMs, no contexto de pipeline de inferência que a gente ajuda a montar para os casos de uso”, complementa Serafim.

“Precisamos saber a cadeia do negócio e como impactamos quando mexo nos KPIs que fazem diferença para os clientes. Não adiante ter um app de pé, rodando, se não tem ninguém entrando nele, por exemplo”, diz Capote.

Em resumo, o cérebro centralizador atua como um ambiente único de inteligência. Ele é capaz de quebrar os silos de informações que costumam dividir as áreas de uma empresa, e seu funcionamento ocorre da seguinte maneira:

Orquestração de múltiplas IAs: O cérebro atua como um orquestrador que escolhe automaticamente o modelo de IA mais adequado para resolver cada problema específico. Tarefas simples podem utilizar modelos externos, enquanto análises sigilosas rodam na própria infraestrutura privada da empresa, garantindo segurança, governança e eficiência de custos.

Camada semântica e ontologia: Para que a inteligência artificial não perca o foco, o cérebro utiliza uma “camada semântica” que organiza os conceitos da empresa, fornecendo o contexto exato para os modelos de linguagem (LLMs) operarem adequadamente em cada domínio de negócio.

Apoio à decisão humana: Utilizando agentes virtuais, o cérebro cruza dados desconexos — como sistemas de RH, biometria em catracas e câmeras de segurança — para gerar alertas e recomendar ações aos gestores, atuando sempre como um apoio analítico para as decisões humanas.

A solução permite a geração de insights antes de que alguma área do negócio sofra de algum problema que paralise sua operação, por exemplo.

Platform Builders e Gêmeos Digitais

Na prática, se a inteligência artificial atua como o cérebro que processa as informações, o gêmeo digital representa visualmente esses dados.

“Neste momento, estamos na tempestade perfeita para o desenvolvimento de gêmeos digitais. Dez anos atrás, os digital twins eram usados basicamente para visualização 3D, mapa de pontos, mas isso, com o tempo, evoluiu para o digital operations, em que os sensores vão além do físico”, conta o CGO da Platform Builders.

“Através de casos de uso, é possível gerar valor para o gêmeo digital e essa geração de valor é combustível para um próximo caso de uso. E estamos falando de ROI, o que a empresa vai economizar. Em 2026, vamos sair dos experimentos e entrar nos resultados. Acabamos tendo uma representação digital da empresa com dados estruturantes e dinâmicos suficientes para trazer resultados e uma visão holística”, complementa Serafim.

Vantagens:

Os Gêmeos Digitais combinam os dados estruturantes da companhia com o que acontece em tempo real (dados dinâmicos captados por sensores, criando uma visão holística da organização.

Outro ponto importante de vantagem de uma ferramenta como esta é que o digital twins funciona como prevenção a falhas e de forma proativa. Ao monitorar o ambiente, o sistema consegue prever problemas antes mesmo que eles causem paradas na operação. Por exemplo, é possível identificar defeitos em maquinários analisando um histórico de vibrações matemáticas e sugerir a manutenção antecipada, ou até mesmo alertar sobre riscos de queda em sistemas de TI essenciais para o negócio.

De acordo com Cavati e Serafim, há também aumento de eficiência e redução de desperdícios. Isso porque a plataforma rastreia processos, que traz uma economia direta. Um caso prático é a detecção de capacidade ociosa em máquinas alugadas (como betoneiras e equipamentos agrícolas), evidenciando o desperdício de tempo em que a máquina não foi utilizada, o que se converte imediatamente em métricas de retorno sobre investimento.

Os Gêmeos Digitais também são um apoio contínuo à decisão humana. Neste caso, a solução analisa o tempo todo, algo que o trabalho humano não é capaz de fazer de forma repetida – como notar a ausência de um equipamento de segurança que não está sendo usado pelo trabalhador. A plataforma identifica anomalias por meio de câmeras ou cruzamentos de biometria com sistemas de Recursos Humanos, alertando os gestores para que tomem as melhores decisões com base em evidências.

“A ideia é fazer aos poucos, devagar, montando as peças, arrumando a arquitetura ideal, mas não vamos esperar pela perfeição para fazer acontecer”, explica Cavati.

 

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As ilustrações das matérias são produzidas por Mobile Time com IA



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