A IA (Inteligência Artificial) passou a ocupar funções menos visíveis e mais ligadas ao funcionamento das operações no varejo, com aplicações que vão da gestão de estoque, logística, precificação a relacionamento com clientes.
Na Panvel, a IA é utilizada para apoiar decisões de precificação, abastecimento, logística, atendimento e para prever a demanda por produtos e ajustar níveis de estoque. Com a tecnologia, a ruptura de produtos em um ponto percentual e diminuíram em 15 dias o tempo de estoque ao longo de um ano.
“A gente acredita que a IA está presente em toda a cadeia de valor, desde a precificação até o estoque, atendimento ao cliente e logística para entregar produtividade e eficiência”, afirmou Rafael Monteiro, diretor de Digital e Clientes da Panvel.
Atualmente com mais de 650 lojas físicas, a rede de farmácias também utiliza inteligência artificial para acompanhar clientes em tratamento contínuo. A partir da análise de receituários, os sistemas identificam o momento mais provável para a recompra de medicamentos e enviam lembretes personalizados. A empresa projeta elevar a retenção de clientes crônicos de 36% para 75%.
A discussão ocorreu durante o painel “Expectativas do Omniconsumidor vs Respostas dos Negócios e como a IA Mudou o Jogo (de novo)”, que foi mediado por Marcos Gouvêa de Souza, fundador da Gouvê Ecosystem, durante o Dgitail Conference 2026, nesta terça-feira, 16, na ESPM, em São Paulo.
O impacto ainda está no “arroz com feijão”
Com 25 bilhões de decisões preditivas processadas por mês e uma base de 16 petabytes de dados, o iFood utiliza inteligência artificial para apoiar atividades como roteirização de entregas, definição de preços e relacionamento com clientes.
Para Samuel James, vice-presidente do iFood e ex-executivo do Carrefour, os efeitos mais relevantes da tecnologia para o varejo ainda estão concentrados na operação. “O maior impacto, particularmente para o varejo, ainda está no arroz e feijão”, afirmou.
Segundo ele, os avanços mais expressivos estão na logística e na gestão das operações. O iFood também reúne informações geradas em suas plataformas e em empresas do mesmo grupo, como OLX, Sympla e Decolar, para identificar padrões de consumo e direcionar ações de relacionamento e ofertas aos clientes.
Imagem: Mercado&Consumo




