O Tribunal do Júri Popular em Lins condenou Alini Lilian Guedes denunciada pela morte e ocultação do corpo de seu companheiro, Adriano Silva Barreto, em março de 2024 em Guaimbê.
A sentença ficou em 21 anos e 4 meses de reclusão em regime inicial fechado, além do pagamento de multa, com execução imediata da pena.
Alini respondeu ao processo em prisão preventiva e segue presa com direito a recurso. O crime em Guaimbê teria julgamento em Getulina, mas o Tribunal de Justiça transferiu pelo impacto do caso na região.
Antes de Alini, o processo já provocou a condenação de Luiz Henrique Bezerra da Silva, com quem ela mantinha um relacionamento. A pena para ele foi de 26 anos.
Henrique foi o responsável por atropelar e desferiu golpes com pedaço de madeira para matar Adriano. Depois, trocou de carro, colocou a vítima no porta-malas e foi à sua casa para enterrar o corpo.
Conforme a denúncia, Alini participou no plano para morte, convenceu Adriano a sair para uma ‘caminhada’ na rua e ainda participou na ocultação. Ela levou, inclusive, uma filha adolescente que testemunhou tudo.
Os jurados acolheram integralmente a tese do Ministério Público, principalmente motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Também reconheceram a responsabilidade da ré pela ocultação de cadáver.
A presidência da sessão de julgamento ficou a cargo da juíza de Direito Ana Flávia Jordão Ramos Fornazari, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Lins.
Já a atuação em nome do Ministério Público se deu por meio do promotor de Justiça da Comarca de Getulina, Rodrigo Nunes Laureano.




