O abate de suínos limpos no Reino Unido apresentou queda de 1,7% em maio na comparação anual, totalizando 842 mil cabeças, em um movimento considerado inesperado pelo mercado. Apesar da retração no volume de animais, a produção de carne suína somou 80 mil toneladas no período, registrando leve alta de 0,3% em relação a maio de 2025, impulsionada pelo maior peso das carcaças.
Na comparação com os meses anteriores, o ritmo de abates também desacelerou. Em março, haviam sido registradas 927 mil cabeças, enquanto abril contabilizou 892 mil. Quando analisado o indicador semanal, maio apresentou média de 190 mil cabeças abatidas por semana, abaixo das 193 mil no mesmo mês do ano passado e distante das 209 mil e 208 mil observadas em março e abril deste ano, respectivamente.
Dentro do Reino Unido, Inglaterra e País de Gales concentraram a maior parte da atividade, com 666 mil cabeças abatidas, número inferior ao registrado nos meses anteriores. Na Escócia, o volume chegou a 23 mil cabeças, com leve aumento frente a março e abril, enquanto a Irlanda do Norte contabilizou 153 mil cabeças, também abaixo dos meses anteriores.
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O abate de matrizes e reprodutores, por outro lado, seguiu em sentido oposto, com crescimento de 5,2% na comparação anual, atingindo cerca de 17 mil cabeças.
A retração registrada em maio contrasta com o desempenho recente do setor, que havia apresentado alta de 3% em abril e avanço de 2,3% no acumulado do primeiro trimestre. O resultado também diverge das estimativas da AHDB para a Grã-Bretanha, que indicavam volumes mais elevados no período.
Entre os fatores que podem explicar o movimento está a normalização do fluxo de abates após o acúmulo registrado no início do ano. Esse ajuste também se reflete no comportamento dos pesos das carcaças, que recuaram para 92,2 kg em maio, abaixo dos 94,3 kg observados em fevereiro e dos 93,6 kg registrados em março e abril. Ainda assim, o peso médio permanece acima do nível verificado no mesmo período de 2025.
Fonte: Pig World




