A Autopass registrou 5,6 milhões de compras de bilhetes na Linha 1 – Azul do metrô de São Paulo via seus canais digitais (caixa de autoatendimento, app Top, pagamento por aproximação e Google Wallet) no primeiro quadrimestre de 2026, um aumento de 80,5% ante 3,1 milhões de um ano antes.
Por outro lado, as vendas nos guichês físicos das 23 estações que ligam zona sul, centro e zona norte da cidade caíram 53% se comparado com o primeiro quadrimestre de 2025, de 1,2 milhão para 573 mil. Por canal, o destaque é o pagamento no WhatsApp, que cresceu 12,5%, de 151 mil para 170 mil operações. Já o pagamento por aproximação (EMV) cresceu 43%, de 28,5 mil para 41 mil.
Esse movimento de migração de compra do físico para o digital foi batizado pela companhia como ‘uberização dos trilhos’, ou seja, o celular ocupando o lugar das bilheterias. O CEO da Autopass, Bruno Berezin, atribui isso ao fato de o consumidor ter à disposição mais meios de pagamentos digitalizados, como Pix, cartões com carteiras digitais, apps de mensageria.
“Os dados mostram uma migração clara: enquanto o uso das bilheterias cai rapidamente, os canais digitais crescem em ritmo acelerado. O passageiro busca soluções mais simples, rápidas e confortáveis, e isso está transformando a forma de acessar o transporte público. Ao mesmo tempo, a digitalização traz ganhos importantes de eficiência para as concessionárias e para o poder público, com redução de custos operacionais, menor dependência de estruturas físicas e mais previsibilidade na gestão da demanda”, disse o executivo em conversa com Mobile Time.
Com a uberização dos trilhos, a Autopass também notou melhoras similares ao que aconteceu com a digitalização dos pagamentos em bancos, delivery, varejo e outros setores do transporte, como:
- A conveniência para o passageiro comprar sua passagem em qualquer lugar e a qualquer momento, sem precisar enfrentar filas;
- A economia de tempo com a jornada de compra mais rápida e simples;
- A redução da circulação de dinheiro físico e o aumento da segurança para usuários e concessionária;
- A autonomia do passageiro resolver suas demandas diretamente pelo handset;
- O aumento da eficiência operacional com a digitalização reduzindo a pressão sobre estruturas físicas de atendimento.
Próximos passos da Autopass
Mirando continuar nesta tendência de digitalização e consolidar o celular como a principal plataforma de acesso aos serviços de mobilidade, a empresa de pagamentos pretende continuar com a evolução dos canais digitais. Um exemplo é a adoção em São Paulo do modelo de bilhetagem inteligente Account-Based Ticketing (ABT) que opera na nuvem o cálculo de tarifa, a autorização e os direitos da viagem. Esse sistema remoto é usado no Jaé, o sistema de bilhetagem do Rio de Janeiro que é gerenciado pela Autopass.
Mais recentemente, a companhia lançou uma versão mais nova e intuitiva do seu aplicativo Top (Android, iOS) e criou um canal oficial no WhatsApp destinado exclusivamente para a compra de bilhetes digitais.
Imagem principal: Bruno Berezin, CEO da Autopass (divulgação)




