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Soja dispara quase 2% em Chicago puxada por exportações dos EUA Agrimidia

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O mercado internacional de grãos operou em forte ritmo de recomposição de margens na Bolsa de Chicago (CBOT). Liderada pelo complexo soja, que registrou valorização expressiva de 1,94% no contrato referência, a sessão foi marcada por uma forte reação técnica dos investidores, motivada pelo apetite comprador da China nas planícies norte-americanas e por novos gargalos logísticos na América do Sul.

1. Complexo Soja: Demanda firme e suporte dos derivados

O vencimento novembro/26 da oleaginosa rompeu a tendência de baixa recente e encerrou o pregão cotado a US$ 11,57 por bushel. Três fatores centrais sustentaram o rali:

  • Vendas Externas Robustas: O relatório semanal de exportações do USDA superou o teto das projeções do mercado, consolidando 455,4 mil toneladas para o ciclo 2025/26 e expressivas 902,2 mil toneladas já contratadas para a safra 2026/27.

    Leia também no Agrimídia:

  • Gargalo na Argentina: Rumores e confirmações de paralisações e greves nos portos argentinos acenderam o alerta para o abastecimento global de farelo, direcionando a demanda spot para os portos do Brasil e dos EUA.

  • Clima no Meio-Oeste: Modelos meteorológicos indicando uma massa de calor intenso sobre o Corn Belt nas próximas semanas adicionaram prêmio de risco climático às cotações.

2. Milho: Fundos de investimento acionam o freio de arrasto

Após amargar quatro sessões consecutivas de desvalorização cambial e física, o milho encontrou suporte na ação de fundos de hedge e especuladores. O vencimento dezembro/26 avançou 1,90%, fechando a US$ 4,43 por bushel.

A recuperação do contrato foi solidificada pelo mercado de energia. O petróleo bruto (WTI), que flertava com a linha dos US$ 70 na madrugada, recuperou fôlego para fechar próximo a US$ 71,80 o barril, valorizando diretamente o complexo de biocombustíveis e melhorando o sentimento de risco dos ativos agrícolas.

3. Trigo: Calor na Europa sustenta cotações

Acompanhando o movimento generalizado de alta, o trigo para setembro/26 fechou com ganho moderado de 0,92%, negociado a US$ 6,01 por bushel.

Além do ajuste de posições de vendidos (short covering), o mercado do cereal de inverno monitora de perto as lavouras de ciclo tardio na Europa Continental. Uma onda severa de calor térmico na França e na Alemanha ameaça o potencial produtivo das áreas que se aproximam da colheita, atuando como um piso de sustentação para os preços na CBOT.

Fonte: CNN



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