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Soja fecha com leves quedas em Chicago Agrimidia

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O mercado futuro das commodities agrícolas encerrou a sessão na Bolsa de Chicago (CBOT) com poucas variações e perfil de consolidação. O movimento foi pautado pela cautela dos investidores e pela liquidez reduzida que antecede o feriado do Dia da Independência nos Estados Unidos (4 de julho).

No complexo soja, o contrato de referência para a safra norte-americana (vencimento em novembro) fechou cotado a US$ 11,47 por bushel, registrando uma leve desvalorização de 0,13%.

Rumores de demanda chinesa sustentam os preços

De acordo com a consultoria Agrinvest, o mercado da oleaginosa operou em direções opostas ao longo do dia, com os contratos de curto prazo registrando ganhos marginais e as posições longas operando em baixa.

Leia também no Agrimídia:

  • Movimentação da Cofco: O principal fator de sustentação para mitigar quedas maiores foram os fortes rumores de que a estatal chinesa Cofco está cotando ativamente fretes marítimos para embarques de soja na janela de exportação dos EUA.

  • Impacto no Brasil: O mercado estima que a China planeje adquirir cerca de 2,5 milhões de toneladas de grãos norte-americanos. A confirmação e a velocidade desse fluxo devem injetar volatilidade nas cotações e influenciar diretamente os prêmios e a competitividade da soja brasileira nos portos.

Milho acompanha clima na fase de polinização

Os contratos futuros do milho fecharam o dia majoritariamente em campo positivo na CBOT. A única exceção ficou por conta do vencimento dezembro, que cedeu 0,17%, cotado a US$ 4,41 por bushel.

Análises da Royal Rural indicam que os fundos de investimento estão focados no Meio-Oeste e nas Grandes Planícies americanas, onde as lavouras entram na fase crítica de polinização. Embora o tempo seco recente tenha ajudado a escoar o excesso de umidade no leste do Corn Belt, a permanência de calor intenso sem chuvas pode gerar perdas produtivas e forçar o mercado a embutir um “prêmio de risco climático” nos preços.

Trigo recua com realização de lucros, mas estoques do USDA dão suporte

O trigo com vencimento em setembro registrou estabilidade com viés de baixa, recuando apenas 0,04% para fechar a US$ 5,99 por bushel. O recuo técnico foi motivado por ajustes de posições e realização de lucros pré-feriado.

No entanto, o viés de médio prazo para o cereal continua altista. Os investidores ainda digerem o último relatório de estoques e área do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que apontou uma área plantada e estoques trimestrais menores do que o esperado pelo mercado. O cenário sinaliza uma oferta global mais apertada para a safra 2026/27.

Fonte: CNN



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