Uma intensa massa de ar polar começou a avançar sobre o centro-sul do Brasil, provocando um declínio acentuado nas temperaturas e acendendo o alerta para o risco de geadas generalizadas. O fenômeno meteorológico deve impactar diretamente as atividades agropecuárias na Região Sul, especialmente no Rio Grande do Sul.
De acordo com a Climatempo, enquanto o frio ganha força no Sul, o interior do país — englobando o Centro-Oeste, parte do Nordeste e o Norte — segue sob o domínio de uma massa de ar seco que derruba os índices de umidade relativa do ar.
Alerta de geada e frio intenso na Região Sul
A retaguarda da frente fria traz marcas próximas ou abaixo de 0°C. O Rio Grande do Sul está sob aviso de geada ampla, que deve atingir praticamente todas as zonas produtoras do estado, incluindo as regiões Norte, Noroeste, Centro, Campanha e Fronteira Sudoeste.
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O risco de geadas pontuais também se estende para o centro-oeste de Santa Catarina e para as áreas do Sul e Sudoeste do Paraná. Pela manhã, o Paraná e o norte catarinense ainda registram chuvas isoladas, mas o tempo limpa no decorrer do dia.
Chuvas no Sudeste e seca extrema no Centro-Oeste e Nordeste
Sudeste
A frente fria segue deslocando-se pelo oceano, mas ainda espalha instabilidades. Há previsão de chuva fraca a moderada na Região Metropolitana de São Paulo, litoral paulista, sul do Rio de Janeiro e na Zona da Mata mineira. O declínio térmico é sentido no centro-sul de São Paulo e no Sul de Minas Gerais, com rajadas de vento que podem atingir até 70 km/h na faixa litorânea.
Centro-Oeste e Nordeste
O cenário é oposto nas principais fronteiras agrícolas do cerrado. A estabilidade climática predomina e a umidade relativa do ar atinge níveis críticos, variando entre 12% e 20% durante a tarde em Goiás, no Distrito Federal, no leste de Mato Grosso e no interior do Nordeste (com destaque para o oeste da Bahia, sul do Piauí e do Maranhão). Apenas o sul de Mato Grosso do Sul sente o refreamento das temperaturas provocado pelo ar polar.
Condições para a Região Norte
O calor associado à atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém o padrão de umidade alta no topo do país. Roraima, Amapá, norte do Amazonas e do Pará enfrentam pancadas de chuva com risco de temporais. Em contrapartida, Rondônia, Acre e o estado do Tocantins permanecem com tempo firme e baixa umidade.




