18.7 C
Marília
HomeMaríliaSobrevivente diz que simulação não seguiu protocolo antes de queda de avião...

Sobrevivente diz que simulação não seguiu protocolo antes de queda de avião • Marília Notícia

spot_img


Avião caiu há exato um mês (Foto: Éder Luís da Silva/@vision1drone)

O único sobrevivente da queda do avião ocorrida em 10 de junho na sede da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), ao lado do aeroporto de Marília, afirmou em depoimento à Polícia Civil que o acidente ocorreu durante uma simulação de emergência realizada pela tripulação.

Segundo o relato, obtido com exclusividade pelo Marília Notícia, na noite anterior ao voo, durante um jantar, os pilotos Gabriel Maloni Mendes da Cruz e Henrique Guariente comentaram que fariam, no dia seguinte, um treinamento no qual a aeronave voaria alternadamente com apenas um dos motores em funcionamento.

O sobrevivente afirmou que Gabriel comandava a aeronave, Henrique atuava como copiloto e ele ocupava um assento na parte traseira do avião, na condição de passageiro. Conforme o depoimento, os pilotos realizaram o treinamento desligando um dos motores, religando-o em seguida e, posteriormente, repetindo o procedimento com o outro.

Acidente ocorreu durante uma simulação de emergência (Foto: Éder Luís da Silva/@vision1drone)

Ainda de acordo com o sobrevivente, quando a aeronave voava com apenas um dos motores em funcionamento, os pilotos iniciaram o procedimento de pouso. No entanto, por razões operacionais das quais ele não se recorda com clareza, foi necessária uma arremetida. Nesse momento, segundo o depoimento, Gabriel tentou religar o segundo motor e, em seguida, ocorreu o acidente.

O rapaz disse não se lembrar de qualquer falha mecânica na aeronave e declarou acreditar que a queda foi consequência da simulação realizada durante o voo.

Em outro trecho do depoimento, o sobrevivente afirmou que, pelo que se recorda, o treinamento não seguiu o protocolo previsto para esse tipo de procedimento. Segundo explicou à polícia, o correto seria apenas reduzir um dos motores à potência mínima, sem desligá-lo completamente.

O relato também chama a atenção por outro motivo. Embora a regulamentação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) não estabeleça uma altura mínima fixa para simulações de pane de motor durante treinamentos, especialistas em aviação ouvidos pelo Marília Notícia explicam que, na prática, esse tipo de procedimento é realizado apenas em condições que garantam margem suficiente de altura para a recuperação segura da aeronave, seguindo critérios operacionais e as orientações dos manuais do fabricante.

Além disso, o Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC 91) proíbe a realização de procedimentos anormais ou de emergência em operações que transportem passageiros. No depoimento, o sobrevivente afirma que ocupava um assento na parte traseira da aeronave, justamente na condição de passageiro.

O sobrevivente também afirmou ter conhecimento de que a aeronave passava por uma pequena manutenção no trem de pouso e apresentava pendências relacionadas à inspeção anual. Apesar disso, declarou que era comum a realização de voos de verificação após serviços de manutenção para confirmar o funcionamento da aeronave.

Depoimento aponta que pilotos realizaram o treinamento desligando um dos motores (Foto: Marília Notícia)

O depoimento integra o inquérito conduzido pela Polícia Civil e representa a versão apresentada pelo sobrevivente sobre o acidente. As circunstâncias da queda também são investigadas pelo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa), responsável pela apuração técnica.

Até o momento, não há conclusão oficial sobre as causas do acidente, que matou os pilotos Gabriel Maloni Mendes da Cruz e Henrique Guariente.





Fonte Link

spot_img
spot_img
Fique conectado
16,985FansLike
2,458FollowersFollow
61,453SubscribersSubscribe
Deve ler
spot_img
Notícias Relacionadas
spot_img