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Mulher pede socorro à equipe médica e companheiro acaba preso em Marília • Marília Notícia

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Um reciclador de 41 anos foi preso em flagrante na noite deste domingo (12) por lesão corporal, ameaça e perseguição no contexto de violência doméstica em Marília. A vítima, uma recicladora de 35 anos, pediu ajuda discretamente à equipe médica do Hospital das Clínicas (HC), onde recebia atendimento. Segundo a Polícia Civil, o casal reside irregularmente nos prédios desativados da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), na zona sul da cidade.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ), policiais militares foram acionados pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) após profissionais do hospital informarem que uma paciente, internada com ferimentos na face, havia relatado ser vítima de agressões.

Segundo a Polícia Civil, a mulher foi atendida inicialmente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) sul e, devido à gravidade dos ferimentos, transferida para o Hospital das Clínicas.

A vítima relatou que as agressões ocorreram na noite de sábado (11), na moradia do casal. Conforme seu depoimento, ela foi agredida com socos e chutes, chegou a perder a consciência e, ao recobrar os sentidos, passou a ser ameaçada de morte caso denunciasse.

Ainda segundo o registro policial, o homem permaneceu ao lado da mulher durante o atendimento médico e continuou fazendo ameaças, o que levou a vítima a aproveitar um momento reservado com a equipe de saúde para pedir que a Polícia Militar fosse acionada.

O suspeito foi localizado na sala de espera do hospital. Conforme a Polícia Militar, ele negou as agressões, apresentou resistência à abordagem e precisou ser contido com uso moderado da força e algemas.

Após prestar depoimento na delegacia, a vítima retornou ao Hospital das Clínicas, onde permaneceu internada, sem previsão de alta.

A delegada plantonista ratificou a prisão em flagrante pelos crimes de lesão corporal, ameaça e perseguição no contexto da Lei Maria da Penha. Como a pena máxima prevista para os crimes supera quatro anos, não foi arbitrada fiança.

A autoridade policial também representou pela conversão da prisão em flagrante para preventiva, argumentando que a medida é necessária diante da gravidade das agressões, das ameaças relatadas e do risco à integridade física e psicológica da vítima. O homem foi encaminhado a uma unidade prisional da região, onde permanecerá à disposição da Justiça.





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