Em negociação desde fevereiro, conforme rumores que circulam no mercado financeiro, a Stripe e a empresa de private equity Advent International teriam feito uma uma oferta conjunta para comprar a PayPal, em um negócio que avaliaria a empresa de pagamentos em mais de US$ 53 bilhões ou mais de R$ 300 bilhões, afirmou reportagem da Reuters. A oferta, apresentada no início deste mês, conta com cerca de US$ 50 bilhões em financiamento garantido por bancos. Oficialmente PayPal, Stripe e Advent não comentaram.
Uma fusão entre Stripe e PayPal criaria a maior empresa de adquirência (processamento de pagamentos para comerciantes) do mundo, combinando o volume anual de pagamentos da Stripe, de cerca de US$ 1,9 trilhão, com o do PayPal, de quase US$ 1,8 trilhão, totalizando cerca de US$ 3,7 trilhões — ou aproximadamente 3% do PIB global.
Pela proposta, Stripe e Advent passariam a ser proprietárias conjuntas do PayPal, detendo participações iguais, em vez de dividir a empresa, disseram as fontes, ressaltando que não há garantia de que a iniciativa resultará em uma transação.
Fundado no final da década de 1990, o PayPal foi pioneiro nos pagamentos digitais, mas tem enfrentado concorrência à medida que os consumidores adotam métodos de pagamento alternativos e rivais como Apple Pay e Google Pay ganham participação de mercado. Nos últimos anos, a empresa tem lidado com a desaceleração do crescimento e a intensificação da concorrência no setor de pagamentos digitais, perdendo grande parte do valor que havia conquistado durante a pandemia.
O valor de mercado da empresa atingiu o pico de cerca de US$ 360 bilhões em 2021 e caiu para um mínimo de aproximadamente US$ 36 bilhões neste ano. A empresa perdeu mais de 40% de seu valor de mercado nos últimos 12 meses. A Stripe, fundada pelos irmãos Patrick e John Collison, tornou-se uma das empresas mais cobiçadas do setor, ao ser avalilada em US$ 159 bilhões.




