O Corinthians sofreu mais um transfer ban. O clube voltou a ser punido e está impedido de registrar atletas pelos próximos seis meses em razão de um atraso no pagamento de uma parcela do acordo firmado junto à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), órgão ligado à CBF.
A pendência envolve a quinta parcela do plano de pagamento homologado pela entidade, que venceu na última sexta-feira. O valor devido é de aproximadamente R$ 8 milhões. A sanção tem validade imediata e representa o terceiro transfer ban imposto ao Timão nos últimos dois meses.
A informação foi publicada inicialmente pelo ge e confirmada pela Gazeta Esportiva.
(Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians)
Clube acumula punições
Antes da punição aplicada pela CNRD, o Corinthians já havia sofrido outros dois transfer bans determinados pela Fifa. O primeiro ocorreu em decorrência de débitos relacionados à contratação do volante José Martínez, junto ao Philadelphia Union, dos Estados Unidos. Já o segundo foi motivado pelo não pagamento de uma multa disciplinar de US$ 225 mil (cerca de R$ 1,15 milhão).
De acordo com a entidade internacional, as penalidades envolvem obrigações financeiras pendentes ligadas às negociações de José Martínez, Charles, adquirido junto ao Midtjylland, da Dinamarca, e Talles Magno, que pertence ao New York City FC.
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Histórico de atrasos
Não é a primeira vez que o clube enfrenta problemas no cumprimento do cronograma estabelecido pela CNRD. Nas primeiras parcelas do acordo, os pagamentos também ocorreram após a data prevista. Na ocasião, a diretoria entendia que o prazo de cinco dias para comprovar a quitação permitia a regularização dentro desse período.
A interpretação, porém, não foi aceita pela Câmara, que aplicou uma punição semelhante. Mesmo após a apresentação do comprovante de pagamento, a restrição foi mantida, deixando o Corinthians impossibilitado de registrar jogadores por cerca de três meses.
Entenda o acordo
Pressionado por credores, atletas e empresários, o Corinthians aderiu a um plano coletivo de quitação de dívidas na CNRD. O acordo, homologado em abril de 2025, prevê o pagamento de R$ 76 milhões ao longo de seis anos, com parcelas trimestrais.
Pelo modelo estabelecido, 80% de cada pagamento é destinado ao credor principal do processo, enquanto os 20% restantes são direcionados aos honorários advocatícios envolvidos nas ações.
Com a nova punição, o Timão depende da regularização da pendência para voltar a ter registrar jogadores e evitar novos problemas no mercado da bola.




