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Rebio Araras terá rede celular privativa

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A Reserva Biológica de Araras (Rebio Araras) vai ganhar uma rede celular privativa (RCP) 4G/5G acoplada a uma estação meteorológica com sensores para medir temperatura, pressão, umidade, vento, precipitação e radiação solar.

O projeto será implementado pela startup Infratrack, criada pelo pesquisador e consultor tecnológico da PUC-Rio D.Sc. Carlos Vinicio Rodríguez Ron e terá financiamento da Faperj dentro do programa Doutor Empreendedor.

A Infratrack desenvolveu o protótipo da estação meteorológica que funciona também como uma estação rádio-base 4G/5G. A solução desenvolvida inclui uma plataforma online para análise dos dados climáticos coletados pelo equipamento.

A Rebio Araras está localizada na serra fluminense, com a maior parte da sua área dentro do município de Petrópolis/RJ, e é administrada pelo Instituto Estadual do Ambiente (INEA), cujos técnicos terão acesso aos dados coletados pela estação meteorológica por meio da plataforma desenvolvida pela Infratrack.

Além disso, guardas florestais poderão acessar a rede com dispositivos móveis usando eSIM.

Frequência, backhaul e core

O próximo passo do projeto consistirá em uma avaliação do local de instalação e na definição da frequência a ser utilizada. As mais prováveis são as de 2,6 GHz e 3,7 GHz. Depois, será feito o pedido de licença à Anatel.

A estação deve utilizar rádios da Baicells e terá como backhaul a conexão de um provedor de Internet local, possivelmente com fibra. Se necessário, pode ser usada uma conexão da Starlink como backhaul.

A solução desenvolvida pela Infratrack utiliza como core 4G/5G o HyperCore da Pente Networks, que inclui OSS e BSS na nuvem. Esse core é fornecido e suportado no Brasil exclusivamente pela OWNET. Há também um computador acoplado à estação para rodar como um core local, caso a conexão com a Internet seja perdida.

Da Rebio Araras para fazendas

A RCP na Rebio Araras servirá como uma vitrine para que a solução seja replicada comercialmente em fazendas pelo Brasil.

“Qualquer fazenda precisa de estação meteorológica. Se ela prover conectividade, vira uma porta de entrada para um mundo de possibilidades de aplicações de Internet das Coisas no agronegócio”, explica Ron.

A solução permitirá também a gestão de linhas móveis conectadas à RCP, viabilizando a venda de acesso à Internet, o que pode ser uma fonte de receita adicional para as fazendas que adotarem a estação meteorológica da Infratrack.

“A ideia é que o dono da infraestrutura receba pelo uso da rede por vizinhos, reduzindo o seu custo de manutenção”, explica o fundador da startup. A solução inclui também uma camada de blockchain para gerir os acessos à RCP.

 

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