O Google foi criado em 1998 prometendo aos usuários encontrar conteúdos solicitados somente em texto. Só que em fevereiro de 2000 a big tech começou a entender que precisava ter um recurso. O motivo? Um vestido verde da Versace, usado por Jennifer Lopez, na 42ª edição do Grammy Awards. O modelo atiçou a curiosidade de muita gente, tornando-se um dos temas mais pesquisados no site, naquele período.
Só que na hora de pesquisar, a plataforma não entregava exatamente o que as pessoas buscavam. Segundo Eric Schmidt, então presidente do Google, em 2015, a empresa viu que precisava incluir imagens na busca e foi daí que surgiu a ideia de criar o Google Image Search. A ferramenta, evidentemente, não foi criada da noite para o dia, levando cerca de um ano para ficar pronta, mas logo mostrou-se revolucionária para marcas, artistas, veículos de notícias e usuários.
A evolução foi gradual. No início, o Google Images dispunha de 250 milhões de imagens, distribuídas em miniaturas ao longo de uma grade com links inclusos. Em quatro anos, o número saltaria para 1 bilhão e depois para 10 bilhões em 2010. O rápido crescimento não foi por acaso, já que, ao longo dos anos, câmeras digitais compactas e aparelhos celulares ficaram mais populares, enquanto redes sociais multimídia revolucionaram a maneira de se relacionar. Hoje, estima-se que a plataforma possua centenas de bilhões de conteúdos indexados.
Evoluções no avançar do tempo
Enquanto as mídias se multiplicavam na ferramenta, a big tech quis inovar na forma como suas especificações eram apresentadas aos usuários. Informações como resolução e URL, por exemplo, só apareciam se a pessoa passasse o mouse sobre a miniatura, algo que desagradou quem utilizava o Google Images e levou empresa a recuar da mudança poucas semanas depois.
Entre 2009 e 2011, o Google começou a incluir recursos mais sofisticados. Lançou o Similar Images e o Search by Image, ferramentas semelhantes e que tornaram-se importantes aliadas. A primeira permitia a busca de uma imagem semelhante com apenas um clique, enquanto a segunda fazia a pesquisa baseada em uploads de conteúdos visuais ou via URL. Além disso, a big tech elaborou um novo e exclusivo formato para acessos mobile.
Após quase uma década sem novidades, o Google Lens foi disponibilizado para identificar objetos, traduzir textos e buscar produtos em tempo real. Em 2024, o Circle to Search foi incluído ao Google Images, recurso exclusivo para aparelhos Android, que passou habilitar o usuário a circular, rabiscar ou tocar em qualquer item de sua tela de celular e pesquisá-lo, sem a necessidade de mudar de app.
No ano passado, com a rápida evolução da IA, o Google Lens passou a contar com o recurso. O modelo foi capacitado a pesquisar cenários completos em diversas consultas. Ainda em 2025, a big tech lançou o Search Live – que suporta o compartilhamento de vídeo e interação por voz com IA – e os Resultados Visuais em AI Mode, uma maneira de fazer buscas mais fluidas e detalhadas por texto.
Um ano depois, o Google reformulou a Intelligent Search Box, viabilizando o upload de diversas imagens em uma única busca, além de possibilitar que usuários façam perguntas mais detalhadas. Já o Circle to Search passou a centralizar as buscas de diferentes objetos em uma mesma cena.
As novidades mais recentes
Em 14 de julho, o Google anunciou novos recursos atrelados ao Images. Um deles foi a nova página inicial com galeria dinâmica e imersiva, que é atualizada em tempo real, com base nos interesses dos usuários. A novidade também permite que as pessoas organizem suas imagens em coleções.
Nas pesquisas, passa a ser possível criar imagens com inteligência artificial a partir de comandos por texto, graças ao Nano Banana embarcado no AI Overviews. A previsão é que o recurso seja disponibilizado globalmente nas próximas semanas, mas em inglês.
Imagem: reprodução/Google.




