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Como a W1 chegou ao topo da rede de assessoria da XP

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O mercado de assessoria de investimentos nunca foi tão competitivo. O número de escritórios cresce ano após ano, a disputa por clientes e profissionais se intensifica e as pessoas que buscam orientação financeira estão cada vez mais exigentes.

Nesse ambiente, o crescimento por si só já não basta. O que distingue as melhores operações é a capacidade de expandir os negócios preservando a qualidade do atendimento, a proximidade com os clientes e a consistência na execução dos serviços oferecidos.

É esse conjunto de atributos que a XP procura reconhecer todos os anos com o G1, prêmio concedido ao melhor escritório de sua rede. O reconhecimento leva em conta indicadores como qualidade de atendimento, captação de recursos, produtividade e gestão do patrimônio dos clientes, reunindo em um único ranking diferentes aspectos da operação de cada escritório.

Depois de integrar o G20 no ano passado, grupo que reúne os 20 principais escritórios entre mais de 400 parceiros da XP, a W1 Capital, braço de assessoria de investimentos do ecossistema W1 Inc, conquistou o primeiro lugar no Brazil Advisor Awards 2026, premiação realizada durante a Expert XP no sábado, 25 de julho.

Além da conquista histórica do G1, a W1 também foi reconhecida em diversas outras categorias durante a premiação. A empresa foi escolhida como o Melhor Escritório da Região Sudeste e ficou em 2º lugar no E20 – Expansão.

Seus profissionais também foram premiados. Cíntia Rocha figurou entre os Top 4 Assessores Revelação; Claudia Santaela entre os Top 50 Assessores do Brasil; e Lucas Piovezan entre os Top 100 Assessores do Brasil.

Gabriel Mangueira, CEO W1 Inc, e Pedro Lobão, CCO W1 Inc, no palco do Brazil Advisor Awards 2026

As conquistas são mais um capítulo de um ciclo de expansão acelerada da W1, mas seu principal significado está em reafirmar uma tese que acompanha a empresa desde a sua fundação: o melhor investimento começa muito antes da escolha de um fundo, de uma ação ou de qualquer outro ativo financeiro.

Enquanto boa parte do mercado inicia o relacionamento pela carteira de investimentos, a W1 faz o caminho inverso. Antes de qualquer recomendação decisão sobre onde investir, o foco está no Financial Planning, procurando entender a vida financeira do cliente.

Renda, patrimônio, fluxo de caixa, objetivos familiares, planos de longo prazo e capacidade de poupança entram na mesa antes mesmo da primeira sugestão orientação de investimento. Assim, a carteira deixa de ser o ponto de partida e passa a ser a consequência de um planejamento mais amplo.

“O nosso core é o planejamento financeiro”, diz Gabriel Mangueira, CEO da W1. “A maior parte dos clientes entra no nosso ecossistema pelo planejamento e só depois chega à assessoria de investimentos.”

A afirmação ajuda a explicar uma empresa que, nos últimos 12 meses, abriu novos escritórios, ampliou sua equipe de planejadores financeiros e assessores, reforçou sua estrutura de gestão e aprofundou um modelo de atendimento muito diferente daquele adotado pela maior parte do mercado.

Mangueira lembra que a W1 chegou a 36 escritórios espalhados pelo país, reforçando sua presença em regiões que nos últimos anos ganharam protagonismo na economia brasileira.

Recife, Salvador e Fortaleza fizeram do Nordeste uma das principais frentes de expansão da companhia, respondendo hoje por 15% das unidades e por 12% das receitas da empresa.

No Centro-Oeste e no Norte, cidades como Cuiabá, Goiânia, Brasília, Cacoal e Ji-Paraná passaram a ocupar posição estratégica, impulsionadas principalmente pela força do agronegócio.

São Paulo, Belo Horizonte, Campinas e Ribeirão Preto permanecem como o principal foco de negócios da companhia.

A expansão geográfica foi acompanhada pela ampliação da equipe. Apenas neste ano, 60 assessores ingressaram na empresa, praticamente dobrando o número de profissionais dedicados à atividade em apenas 12 meses.

O crescimento da W1, porém, não alterou a lógica do atendimento. Ao contrário: a expansão foi planejada para preservar um modelo baseado na especialização dos profissionais e na divisão de responsabilidades.

Na prática, significa que o cliente não depende de um único profissional para resolver todas as suas necessidades. O planejamento financeiro fica sob responsabilidade de um especialista dedicado a organizar aspectos da vida financeira do cliente, como fluxo de caixa, metas patrimoniais e objetivos de vida.

Ao mesmo tempo, o assessor de investimentos converte esse planejamento em uma estratégia de alocação de recursos. Em vez de concentrar todas as funções em uma única pessoa, a W1 optou por construir uma atuação complementar.

Esse modelo é complementado por um ecossistema de especialistas. Há consultores voltados para pequenas e médias empresas, profissionais dedicados ao planejamento sucessório e especialistas em previdência, seguros e consórcios, para citar apenas alguns exemplos.

Sempre que surge uma nova demanda, o cliente continua falando com a mesma estrutura de relacionamento, mas passa a contar com o conhecimento técnico do profissional mais adequado para aquela necessidade.

“Um de nossos diferenciais é justamente oferecer um planejamento financeiro 360 graus”, diz Mangueira. “Nós olhamos a vida financeira do cliente como um todo, e não apenas a carteira de investimentos.”

Esse modelo muda completamente a dinâmica da assessoria. Os investimentos deixam de ser um produto isolado para se tornarem uma ferramenta dentro de um projeto financeiro muito mais amplo.

“Essa lógica também explica outra característica marcante da empresa do nosso ecossistema, a proximidade com os clientes”, diz o CEO.

Conversas por WhatsApp, telefone, reuniões virtuais ou encontros presenciais com clientes em qualquer um dos 36 escritórios fazem parte da rotina da W1. O próprio CEO costuma participar de reuniões sempre que solicitado.

A cultura de proximidade já havia rendido à empresa outro reconhecimento importante da XP antes mesmo da conquista do G1. Em um encontro realizado em Santiago, no Chile, a W1 foi apontada como o escritório número um no chamado “modelo de servir”, avaliação baseada em indicadores que medem a frequência de relacionamento e o nível de interação com os clientes.

Hoje, a operação da W1 reúne aproximadamente 2 mil profissionais entre áreas comerciais, gestão e backoffice. A empresa administra R$ 3,5 bilhões em patrimônio, dos quais R$ 3,2 bilhões estão custodiados na XP.

Ao longo de sua trajetória, a W1 já atendeu mais de 100 mil clientes e mantém cerca de 60 mil ativos, sendo quase 20 mil apenas na assessoria de investimentos. Somente neste ano, mais de 8 mil novos clientes passaram a integrar a sua base.

Recentemente, sua estrutura começou a ser preparada para um novo ciclo. A companhia reforçou áreas como tecnologia, recursos humanos, governança e jurídica, contratou executivos vindos de grandes empresas e iniciou sua primeira auditoria conduzida por uma Big Four.

O objetivo é preparar a companhia para uma abertura de capital nos próximos anos. A preferência é por uma listagem na Nasdaq, embora uma operação na B3 também permaneça no radar, dependendo das condições de mercado.



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