O CTO da TIM, Marco di Constanzo, confirmou que a operadora fará uma expansão e atualização tecnológica da sua rede celular para mais cinco capitais neste ano. Em conversa com a imprensa especializada nesta terça-feira, 28, o executivo afirmou que não serão apenas as capitais agraciadas com o updates, mas as regiões metropolitanas também.
Essa modernização considera a utilização de antenas inteligentes e automatização de tarefas de rede para otimizar o tráfego e entregar um melhor serviço para os clientes: “O nosso plano de levar tecnologia de ponta com IA que habilita um ciclo de entrega de configuração de resolução de problemas, preditivo para os clientes finais, não termina nesse semestre, mas continuará até o próximo”, afirmou o CTO.
Constanzo lembra que a revitalização das redes começou ano passado em São Paulo e Belo Horizonte, e evoluiu para Brasília e Salvador nesta primeira parte de 2026. Ao todo, a expansão nessas regiões contou com 40 cidades próximas das capitais e 16 milhões de habitantes cobertos pela rede atualizada.
Apenas em São Paulo, a TIM implementou mais de 3 mil equipamentos de rede em 64 cidades e cobertura para 10 milhões de clientes, com um custo de mais de R$ 1 bilhão.
De acordo com o resultado financeiro do segundo trimestre de 2026 que foi divulgado na última segunda-feira, 27, o avanço mais recente foi na região metroplitana da capital baiana com 1,3 milhão de usuários beneficiados, 511 sites modernizados.
Até o final do ano, as metas de desenvolvimento da rede abrangem:
- 8 capitais;
- 56 cidades de região metropolitana;
- 22 milhões de população coberta;
- 3,3 mil sites modernizados;
- 10 milhões de clientes beneficiados.
O relatório aponta ainda que o projeto de modernização está 48% concluído em expansão regional; 39% em população coberta; 37% em sites modernizados; e 25% em clientes beneficiados.
Frequências e crise de memórias na TIM
Durante conversa com a imprensa, Mario Girasole, VP da TIM para assuntos regulatórios e institucionais, avaliou que um eventual leilão de 850 MHz (em discussão no TCU) traria melhoras ao consumidor. Por sua vez, a faixa de 6 GHz é vista como uma frequência para o futuro, que será necessária no 6G.
O CEO da operadora, Alberto Griselli, afirmou que o importante é ter a visibilidade sobre o que acontece, ou seja, um planejamento industrial antes de tomar decisões: “O 850 MHz temos há bastante tempo, por isso queremos ter acesso a mais espectro nessa faixa. Já os 6 GHz não precisamos hoje, até porque não tem equipamento (para essa frequência em celular). Mas precisaremos no futuro. Por isso queremos trabalhar com o regulador e o setor para que aconteça de forma administrável”, disse.
Sobre a expansão atual da rede, Griselli afirmou que a crise de memórias é um elemento que traz pressão ao Capex, em especial com serviços de nuvem e equipamentos de rede. Mas o impacto é reduzido por meio de contratos plurianuais com condições comerciais pré-estabelecidas para blindar a empresa da volatilidade e de sobressaltos nos preços.
Imagem principal: foto de antena da TIM em SP (divulgação)




