Os investimentos estrangeiros diretos no setor de telecomunicações brasileiro atingiram o maior patamar da série histórica do Banco Central (BC). Levantamento realizado pelo Ministério das Comunicações, com base em dados da autoridade monetária, mostra que o segmento recebeu US$ 685 milhões (cerca de R$ 3,52 bilhões) em junho de 2026, um crescimento de 21,2% em relação ao mesmo mês de 2025, quando os aportes somaram US$ 565 milhões (aproximadamente R$ 2,90 bilhões).
O desempenho também foi recorde no acumulado do ano. Entre janeiro e junho de 2026, os investimentos estrangeiros totalizaram US$ 3,582 bilhões (cerca de R$ 18,38 bilhões), o maior volume já registrado para um primeiro semestre na série histórica do Banco Central. O resultado representa um crescimento de 7,8% em comparação com os US$ 3,322 bilhões (aproximadamente R$ 17,05 bilhões) registrados no mesmo período de 2025.
“O recorde de investimentos estrangeiros demonstra a confiança do mercado internacional no ambiente de negócios brasileiro e no potencial do setor de telecomunicações. Estamos ampliando a infraestrutura digital, estimulando a inovação e criando as condições para que o Brasil se consolide como um dos principais destinos de investimentos em conectividade e economia digital”, ressaltou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.
Os números reforçam a confiança dos investidores internacionais no mercado brasileiro de telecomunicações, impulsionado pela expansão da infraestrutura digital, como o programa Norte Conectado e a ampliação do 5G e do 4G em localidades rurais. Além disso, o avanço da conectividade e as perspectivas de crescimento da economia digital podem impulsionar a atratividade do país.
O ambiente favorável aos investimentos no Brasil também se refletiu nos demais setores da economia. No primeiro semestre de 2026, o país recebeu US$ 46,9 bilhões em investimentos estrangeiros diretos, cerca de R$ 240 bilhões, alta de 33% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado pelo fortalecimento das exportações e pela valorização das commodities, reforçando a confiança dos investidores na economia brasileira.




